Existem roupas que são realidade apenas dentro de aparelhos eletrônicos. Ou seja, elas não possuem uma versão física no nosso mundo real. São as chamadas "roupas digitais". Em sua coluna mais recente em Tilt, Akin Abaz tratou desse tema. Você pode até se perguntar: "Ok, mas para que serve uma peça que eu não consigo vestir de verdade?". Pois existem pessoas que encontram utilidade para esse tipo de roupa. 
Essa história de moda digital ganhou bastante espaço durante a pandemia. O projeto original é de 2018, quando uma empresa holandesa se juntou a artistas gráficos e designers para criar peças virtuais. Mas, com o confinamento forçado, muitos clientes apelaram para o ambiente virtual para experimentar diferentes looks. Depois começaram a fotografá-los para postar em suas redes sociais. Ou seja, para que comprar roupas se nem tem para onde ir? 
A moda virtual é muito mais sustentável. Toneladas de roupas são descartadas anualmente e isso faz mal ao meio ambiente. Segundo um estudo de 2015 da organização Barnado's, 92 milhões de toneladas de roupas são jogadas fora a cada ano. Com as peças criadas no computador, a moda digital reforça a ideia de que qualquer pessoa, independentemente de gênero ou tipo de corpo, pode o que quiser, agradando a si mesmo e sem correr o risco de, no futuro, agredir a natureza com o descarte incorreto. A moda digital inclusive já chegou ao Brasil. A Genyz, criada por Cairê Moreira, é pioneira no país quando se trata desse segmento. É também a primeira da América Latina a oferecer, desenvolver e trabalhar com um aplicativo que é capaz de escanear o corpo dos clientes para a criação de roupas físicas. Além de ser responsável pelas peças que são utilizadas por influencers virtuais como Princess A.I e Mia Bot. Grandes marcas de luxo como Balenciaga, Marc Jacobs, Valentino, Louis Vuitton e muitas outras já criaram looks virtuais para o universo dos games como League of Legends, Animal Crossing e Fortnite.

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