Olá, leitores! Esta semana estivemos no limite entre duas realidades. O local é Cajamar, município da Grande São Paulo, onde verdadeiras catedrais do consumo digital foram erguidas ao lado do precário bairro Novo Paraná. Os caixotes brancos de até 12 metros de altura contrastam com a realidade nua e crua de bairros periféricos e expõem ainda mais nossas contradições. Aliás, é em busca dessas muitas faces que trazemos também a inacreditável história de Anderson (que virou Adson), o jogo dos bastidores das prévias do PSDB e muito mais! Para quem curte as vias de duas mãos, fica o convite: sobe aí com a gente! Novas catedrais Numa área superior à do Santuário Nacional de Aparecida, caixotes brancos de até 12 metros de altura parecem catedrais sobre os morros. Ali, mais de 3 mil funcionários circulam sem poder usar o celular. Na parte de baixo, outra realidade: os bairros pobres de Cajamar, na Grande São Paulo, onde muitos não têm serviços básicos mas contam com celular e plano de dados. Estivemos dentro dos novos centros de distribuição do comércio online (e da antiga pobreza que resiste nas beiradas) em um dos nossos especiais da semana. Na ponta mais frágil desse elo entre e-commerce e a casa das pessoas estão os entregadores. Milhares de pessoas que trabalham horas a fio no trânsito para fazer encomendas expressas chegarem ao destino. Marie Declercq, no segundo especial desta semana, viajou espremida entre caixas no carro de um casal que entrega pacotes até altas horas da noite para fazer render. O homem de duas faces Em janeiro de 2002, o carioca Anderson Luiz Moreira da Costa entrou em um cartório de registro civil, em Salvador, para nascer de novo. Anderson não tem nada contra o nome de batismo. O que pretendia era se livrar do passado de crimes. Só agora, como Adson Moreira de Menezes, o passado bate à porta mais uma vez. Quem conta a história é o jornalista Alexandre Lyrio. 'Fazemos amarrações' O shibari é uma técnica de amarração japonesa de origem feudal, ligada a uma arte marcial. A prática era usada como forma de tortura ou na captura de prisioneiros, mas num bar peculiar em São Paulo, em história contada pela repórter Marie Declercq, Sansa Rope usa a técnica para outros fins — e mostra como as mulheres assumiram o controle das cordas. Treta no PSDB... De um lado, João Doria. Do outro, Eduardo Leite. Esta é a primeira vez em que o PSDB escolhe candidato a presidente com prévias. Tudo indicava que o pleito seria um rito protocolar para a nomeação do governador de São Paulo como presidenciável, mas a disputa se acirrou. Em meio a traições e puxadas de tapete, Felipe Pereira conta a saga dos sociais-democratas em busca de um candidato — e de um rumo. ... e entre os lobinhos "Hoje decidimos se Deus fica ou não fica no movimento escoteiro. A que ponto chegamos, senhores", disse a jovem Karina Baéz, durante a Assembleia Nacional dos Escoteiros do Brasil. Acompanhamos a discussão e a polêmica entre os lobinhos para que a palavra "Deus" seja substituída nos princípios do movimento escoteiro no Brasil. Detalhes de um assassinato O agente Walter Mota precisou golpear a parede a picaretadas para o reboco ceder e os tijolos racharem. O cheiro repugnante era mau presságio. "Ainda não tinha corpo, mas tinha cheiro." O desaparecimento de uma mulher, no litoral paulista, ganhou contornos sombrios: assassinato seguido de ocultação de cadáver dentro de uma parede de um salão de festas. TAB conta essa história. Vida após sentença Com aparência cansada e ainda sonolenta por causa do calmante, Luciana Nogueira pôde, enfim, acordar aliviada após dois anos e meio. Na madrugada de quinta (14), os oito militares responsáveis pela morte do catador Luciano Macedo e de seu marido, Evaldo Rosa, foram condenados. Contamos o primeiro dia de Luciana após a sentença. |
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