A Prefeitura de São Paulo deve adiar ao máximo a volta às aulas da rede municipal, mesmo que a reunião do comitê de saúde do governo estadual defina hoje à tarde o retorno presencial nas escolas do estado. A possibilidade de a cidade não retomar as aulas mesmo com a autorização do Centro de Contingência é manifestada pelo secretário municipal de Educação, Bruno Caetano. O temor é com o risco de alunos infectarem os avós. A preocupação com a transmissão do coronavírus existe porque o inquérito sorológico da prefeitura apontou alta de casos em pessoas com idade acima dos 65 anos. O prefeito Bruno Covas disse que as aulas só voltarão quando a área da Saúde do município indicar qual é o momento certo. A Câmara Municipal de São Paulo aprovou ontem a lei que regulamenta a volta às aulas nas escolas públicas da capital, incluindo o ponto que permite a "compra de vagas" ociosas em escolas particulares. A lei não especifica uma data para o retorno presencial nas escolas. A presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Maria Izabel Azevedo Noronha, afirmou que a volta às aulas com a curva do coronavírus em alta é um "genocídio". Dados divulgados pelo governo ontem apontaram o registro de 407 novas mortes no estado em 24 horas. |
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