Já faz cinco meses que o coronavírus começou a causar suas primeiras internações. A boa nova é que, nesse meio tempo, os médicos aprenderam muito com a doença e ficou "menos difícil" lidar e tratar a doença. Mesmo sem vacina ou uma medicação que elimine o vírus no corpo infectado, os especialistas avaliam que a prática no tratamento elevou as chances de sobrevivência de casos graves graças a procedimentos que melhoram a resposta do corpo às consequências da covid-19. Hoje, segundo dados do painel de dados "UTIs Brasileiras", a mortalidade de pacientes que passam por leito de terapia intensiva é de 34%. Inicialmente, esse índice chegava a superar 50%. Os especialistas lembram, no entanto, que na prática clínica não foi observado um medicamento capaz de atenuar a ação do vírus no corpo. Ainda assim, os médicos conseguem avaliar melhor a progressão do quadro dos pacientes nas UTIs, o que traz esperanças, mesmo depois de ultrapassarmos as 100 mil mortes no país. São Paulo está perto da imunidade de rebanho? A jornalista Lúcia Helena entrevistou em seu blog alguns dos pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) envolvidos no SoroEpi MSP, o mapeamento da prevalência de soropositivos para o Sars-CoV 2 no município paulistano. A pesquisa estima que 17,9% dos que vivem na cidade já tenham anticorpos contra o novo coronavírus. No entanto, como a prevalência de pessoas com imunidade celular tende a ser de 2 a 2,5 vezes maior do que a encontrada na pesquisa, é possível que a capital já tenha mais 40% de pessoas infectadas —para se ter uma imunidade de rebanho, os especialistas estimam que é preciso ter entre 40% e 60% da população exposta a um vírus. Isso tudo ainda é especulação, mas não é sem pé nem cabeça e pode nos dar um pouco de esperança. Conexão VivaBem: como pandemia afetou os treinos (nossos e do ator e cantor Thiago Thomé) Muita gente não está conseguindo mantar a rotina de exercícios na quarentena. Em bate-papo com o professor de educação física Márcio Atalla e o psiquiatra Jairo Bouer na última segunda-feira (10), o ator e cantor Thiago Thomé contou sobre os 11 kg que ganhou nos quatro meses que ficou sem treinar por causa do isolamento. "Eu sempre fiz muita atividade física, mas durante a pandemia não consegui manter. Não consegui de jeito algum treinar em casa, juro que tentei, mas não deu. E já que perdi um prazer (malhar), tive que buscar outro, então me deixei levar pela gula, fui para o doce, para a pizza, para o hambúrguer e ganhei 11 kg em quatro meses". Esta semana, o Conexão VivaBem trará mais convidados especiais para falar sobre assuntos ligados ao corpo, à mente e à saúde. Apresentado por Jairo Bouer, o programa é exibido de segunda à sexta, às 10h, na home do UOL e no YouTube: - Hoje (17/08): Ana Moser, medalhista olímpica do vôlei e presidente do Instituto Esporte & Educação e Centro Dois Andares, vai conversar com a fisioterapeuta Raquel Castanharo sobre dores no pós-treino;
- Terça (18/08): o ator Silvero Pereira é vai bater um papo com o psiquiatra Luiz Sperry sobre os possíveis efeitos da pandemia e do período de quarentena na saúde mental das pessoas;
- Quarta (19/08): a apresentadora e criadora de conteúdo Marimoon e o nutricionista Victor Machado vão falar sobre os impactos da alimentação na saúde física e mental;
- Quinta (20/08): Karol Conká irá debater as vantagens e desvantagens da menstruação com a ginecologista Mariane Nunes de Nadai;
- Sexta (21/08): a atriz a palestrante Bruna Lombardi vai conversar com a psiquiatra e psicogeriatra Salma Ribeiz sobre os segredos para manter o bom humor ao longo da vida e quais as vantagens da atitude positiva para a longevidade.
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