Olá, investidor. Como vai? As bolsas internacionais operam em queda generalizada nesta quarta-feira (6), com os índices de ações na Europa exibindo as baixas mais acentuadas. Concretamente, o cenário não traz grandes novidades. Persistem as preocupações com o cenário macroeconômico mundial. Desaceleração da economia, inflação, problemas em cadeias logísticas, alta de juros e outros pontos que dificultam demais a leitura de cenário e trazem muita incerteza para a mesa. E investidores detestam operar em cenários de incerteza elevada. As valorizações que vimos nos mercados após dias de perdas me parecem mais movimentos técnicos de correção depois de variações fortes do que uma mudança de tendência. O mercado está mais pessimista e o quarto trimestre do ano será bastante desafiador. Na sexta-feira (8) teremos a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos referentes ao mês de setembro. Pelo andar da carruagem e considerando os indicadores antecedentes, o chamado Payroll só deve trazer mais dúvidas para mesa. Não espero uma criação de empregos robusta, um prognóstico que, se confirmado, deixará o Fed em um dilema em sua reunião de novembro, como balancear os seus dois mandatos (inflação e emprego)? E por aqui, o que esperar? A reforma do imposto de renda continua enfrentando bastante resistência no Senado e dificuldades para aprovação dessa pauta podem levar o governo a adotar o caminho mais fácil de estender o auxílio emergencial fora do teto de gastos, o que elevaria ainda mais o risco fiscal. O receio sobre as contas públicas levou o Ibovespa a devolver ganhos no fim do pregão de terça-feira (5), em uma sessão marcada pela relativa melhora de humor no mercado externo, que recebeu bem dados de atividade econômica. Mas por aqui pesou o avanço do risco fiscal, com o impasse em torno do pagamento dos precatórios para 2022, incluindo a possibilidade de o Executivo abrir crédito extraordinário para honrar com suas obrigações, elevando o endividamento da União. Assim, o Ibovespa fechou próximo da estabilidade com leve alta de 0,06%, aos 110.457 pontos. Também na terça-feira, houve sinalização importante para o avanço da PEC 110 no Senado, que deve ser encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça, que não julga mérito, apenas constitucionalidade. A PEC 110 é uma proposta de reforma tributária mais ampla que unifica impostos e simplifica a cobrança. A aprovação da PEC pode ser bastante positiva no longo prazo. Já na agenda de indicadores saiu a produção industrial de agosto, que apresentou retração de 0,7%. A indústria, que foi o primeiro setor a se recuperar da pandemia, sofre agora com as consequências de um prolongamento da crise, ou seja, dificuldades nas cadeias logísticas e encarecimento de matérias-primas. De quebra, o desemprego elevado e a migração do consumo de bens para serviços continuam pesando no setor. No 'Investigando o Mercado' de hoje (exclusivo para assinantes do UOL): novidades do Magalu e Locaweb. .Um abraço, Felipe Bevilacqua. Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. Ainda não é assinante do UOL? Conheça as vantagens de ter o conteúdo exclusivo sobre investimentos.

|
Nenhum comentário:
Postar um comentário