Olá, investidor. Como vai? As bolsas internacionais têm viés mais negativo nesta quinta-feira (21), com alguns resultados corporativos abaixo do esperado tirando um pouco do bom humor dos investidores. Para completar, as preocupações envolvendo o setor imobiliário chinês voltaram à tona diante do desempenho fraco em setembro e com as tratativas canceladas para a venda de ativos avaliados em US$ 2,6 bilhões da Evergrande. Esse dinheiro ajudaria no fluxo de caixa da incorporadora de imóveis, prestes a decretar insolvência. Ao longo dos últimos dias, os mercados internacionais se recuperaram após sessões mais "tensas" envolvendo a Evergrande e, por ora, não parecem precificar um estresse tão grande sobre o setor de incorporação chinesa. No entanto, como tenho dito por aqui, a situação ainda é bastante complexa e esta é apenas mais uma das peças de um quebra-cabeça de difícil resolução para a economia mundial. Por aqui, caminhávamos na quarta-feira (20) para um dia de "recuperação", ou pelo menos, de maior calmaria, até que declarações sem grande conteúdo do ministro da Cidadania e, principalmente, do ministro da Economia derrubaram o mercado à vista. O Ibovespa perdeu fôlego na reta final do pregão, devolveu quase todos os ganhos do dia e fechou em ligeira alta de 0,10%, aos 110.786 pontos. Porém o estrago da fala de Paulo Guedes refletiu nos índices futuros, que têm negociação aberta até às 18h, com o Ibovespa Futuro caindo forte e o do dólar subindo. Já os juros futuros foram às máximas na sessão estendida após as declarações de Guedes, incorporando maior risco fiscal. Guedes confirmou o Auxílio Brasil de R$ 400 por mês e voltou a culpar os senadores pelo caos fiscal que o país vem enfrentando. Foi um balde de água fria para os investidores que depositavam esperanças no último bastião de defesa dos fiscalistas. O que esperar? A atual situação é que temos uma parte do Auxílio Brasil que deve ser paga fora do teto de gastos, em torno de R$ 30 bilhões, e uma correção dos valores do Bolsa Família de 20%, que deve ser alocado dentro do teto, perto de R$ 47 bilhões. Porém, para esse número ficar dentro do teto, precisaremos da aprovação da PEC dos Precatórios. Sem isso, não há espaço. Já o relator da MP do Auxílio Brasil disse que os valores propostos pelo governo são insuficientes e que quer mais. Em ano eleitoral todos vão querer aparecer com "projetos messiânicos". Em suma, o malabarismo fiscal vai só piorar. O momento é de extrema cautela. No 'Investigando o Mercado' de hoje (exclusivo para assinantes do UOL): novidades das prévias operacionais da Petrobras (PETR4, PETR3) e da JHSF (JHSF3). Felipe Bevilacqua Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. 
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