Olá, investidor. Como vai? As principais Bolsas internacionais operavam sem tendência única, com fracas variações na manhã desta quarta-feira (20). A safra de bons resultados corporativos vem sendo contrabalançada por preocupações crescentes a respeito das perspectivas para inflação e a consequente reação dos bancos centrais globais para domar o nível geral de preços. Por aqui, o cenário é de aversão ao risco. A situação fiscal brasileira é o que vem travando o avanço dos ativos brasileiros, principalmente a Bolsa. O que aconteceu na terça-feira (19) explica o desempenho do Ibovespa ter sido inferior ao de seus pares mais próximos. Foi mais um dia de forte estresse, precificando a bagunça fiscal que vem sendo provocada pelo Executivo e pelo Congresso. Houve um novo "balão de ensaio" sendo testado, a partir da criação do Auxílio Brasil com parte dentro do teto de gastos e outra parte fora. Diante da péssima reação do mercado, o governo recuou da apresentação do programa. É certo que a pressão por gastos é crescente dentro do governo, que passa por um momento de perda de popularidade. Porém as iniciativas para a expansão do novo Bolsa Família caminham na contramão de boas práticas fiscais. Notícias apontam que o plano consiste em aumentar o valor do benefício para R$ 400 por mês até o fim de 2022, sendo que R$ 300 seriam dentro do teto e R$ 100 ficariam de fora. É uma medida de viés eleitoral, e a reação do mercado foi à altura da afronta às contas públicas. Na contramão da alta das Bolsas americanas, o Ibovespa fechou em queda de 3,28%, aos 110.672 pontos, na terça-feira. O dólar comercial avançou 1,33%, a R$ 5,59, mesmo após atuação do Banco Central, e os juros futuros dispararam. O que esperar? Poderemos ver, nos próximos dias, alguma melhora de humor, caso essa proposta veiculada na véspera não se concretize e o Auxílio Brasil fique dentro do teto de gastos. Porém, não nos enganemos: o Congresso e o Executivo estão de mãos dadas para uma agenda que possibilite a reeleição de seus integrantes, colocando em risco a credibilidade fiscal. Atenção aos malabarismos fiscais para não furar o teto de gastos. No 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Economia+): novidades das prévias de resultados da Vale (VALE3) e da MRV (MRVE3). Felipe Bevilacqua Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. 
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