Olá, investidor. Como vai? A segunda-feira começa com as bolsas europeias sem grandes movimentações, enquanto na Ásia temos feriado na China e na Coreia do Sul com suas bolsas fechadas. Já em Hong Kong houve queda forte, em reflexo de rumores de um novo calote da Evergrande sobre dívidas que vencem nesta semana. Assim, os receios de um possível contágio da situação da incorporadora para o setor de construção civil na China voltaram ao radar. E no meio desse desencontro de informações, surgiu a possibilidade de a Evergrande vender participação em uma de suas subsidiárias por algo em torno de US$ 5 bilhões - nada confirmado. O calendário da semana traz poucos dados econômicos sendo divulgados, porém, na sexta-feira (8), haverá a publicação dos números de geração de empregos nos Estados Unidos (Payroll) referentes ao mês de setembro. Esse indicador é muito importante para analisar a saúde da economia americana e entender quais serão os próximos passos do Federal Reserve, o banco central dos EUA. Mesmo com poucos indicadores econômicos, a semana deve contar com reunião da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo mais aliados), que pode aliviar parcialmente a situação da crise energética global, caso o cartel opte por aumentar a produção. De quebra, a situação envolvendo o teto da dívida americana e os projetos de infraestrutura que o governo Biden tenta passar no Congresso americano prosseguem no radar do mercado. Como já venho comentando aqui há algum tempo, o cenário internacional carrega muitas incertezas no horizonte, com crise energética na Ásia e na Europa, inflação, problemas em cadeias logísticas globais, incertezas políticas e tensões geopolíticas. Em paralelo, bolsas atingem seus topos históricos com juros nas mínimas, em uma combinação que pode estar perto do fim. No Brasil, a semana também traz poucos dados relevantes, porém na sexta-feira temos a divulgação do IPCA para setembro. Novas surpresas negativas com números acima do esperado tendem a pressionar as curvas de juros futuros, colocando o Banco Central na parede para acelerar o ritmo do aumento de juros. Além do cenário macro, continuo monitorando de perto o avanço da pauta de reformas no Congresso. Desde a "pacificação" entre Poderes muito foi falado e pouco resultado foi apresentado, o que começa a causar mal-estar entre os agentes de mercado, ainda mais quando pipocam ruídos que trazem de volta o tema de estender o Auxílio Emergencial por mais alguns meses. O cenário internacional desafiador e a morosidade do Congresso em avançar com pautas importantes podem continuar pesando sobre o Ibovespa nos próximos dias. No 'Investigando o Mercado' de hoje (exclusivo para assinantes do UOL): novidades da cisão Itaú e XP e a aquisição da Mosaico pelo Banco Pan. Um abraço, Felipe Bevilacqua. Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. Ainda não é assinante do UOL? Conheça as vantagens de ter o conteúdo exclusivo sobre investimentos.

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