Olá, investidor. Como vai? As bolsas internacionais começavam outubro em queda, tanto os índices europeus quanto Wall Street, assim como as bolsas asiáticas que abriram hoje - dia de feriado na China. Os receios envolvendo problemas nas cadeias de suprimentos globais e crise energética indicam um cenário de inflação elevada e crescimento baixo para os próximos trimestres. Na Europa, o índice de inflação apresentou variação de 3,4% nos últimos 12 meses, maior número desde 2008. Pesou no indicador a forte alta da energia elétrica em setembro. Como eu venho comentando aqui, as próximas decisões de política monetária serão bastante desafiadoras para os bancos centrais globais, que podem implementar uma eventual política de contração diante de desaceleração do crescimento econômico. Nos Estados Unidos, o governo ganhou tempo com um acordo tampão para evitar a paralisação de suas atividades até dezembro, o que dá certo alívio para que as negociações sobre as contas públicas no Parlamento ocorram com um pouco mais de calma. Ainda nos EUA, em depoimento no Congresso, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, voltou a afirmar que o BC americano conta com os instrumentos para controlar a inflação, caso seja necessário. Mas é outra autoridade monetária em uma situação complexa, já que o seu mandato trabalha com estabilidade de preços e pleno emprego, e me parece que esses dois fatores estarão em constante choque nos próximos meses. Por último, o mercado monitora hoje a divulgação dos PCEs nos EUA, que são dados de nível geral de preços que o Fed costuma acompanhar mais de perto para balizar sua política monetária. E por aqui, o que esperar? No Brasil não temos grandes novidades. A semana prometia avanços importantes em algumas reformas, como a PEC dos Precatórios e a reforma administrativa, mas esses temas não andaram como esperado. Os últimos três meses foram bastante complexos. Tensões políticas elevadas nos dois primeiros meses do trimestre, falta de andamento de reformas e incertezas fiscais tomaram conta das discussões. A partir de setembro, os problemas internacionais ganharam relevância - muitos deles já comentávamos por aqui: desaceleração do crescimento global, diminuição de compra de títulos pelo Federal Reserve, a situação envolvendo o setor de incorporação imobiliária na China, além da crise energética. Enfim, o cenário que começou a ser desenhado em setembro indica que o último trimestre do ano será bastante complexo e com muitas incertezas. Na quinta-feira (30), o Ibovespa fechou em leve queda de 0,11%, aos 110.979 pontos, terminando setembro em queda de 6,57%, pior declínio mensal desde março de 2020, e fechando o trimestre em desvalorização de 12,48%. No 'Investigando o Mercado' de hoje (exclusivo para assinantes do UOL): novidades da MRV e da Petrobras. Um abraço, Felipe Bevilacqua. Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. Ainda não é assinante do UOL? Conheça as vantagens de ter o conteúdo exclusivo sobre investimentos.

|
Nenhum comentário:
Postar um comentário