Olá, investidor. Como vai? As bolsas europeias operavam próximas da estabilidade e se animaram após a divulgação de bons números do indicador PMI, que é um índice que reflete como as empresas estão enxergando os próximos meses, e serve como um bom antecedente para a atividade econômica. No entanto, mesmo acima do esperado, os números do PMI continuam mostrando uma desaceleração em relação aos meses anteriores, o que fortalece a tese de economias desacelerando. Na Ásia, a madrugada foi de quedas, refletindo, principalmente, a passagem de bastão das bolsas americanas, que tiveram um dia bastante negativo em meio à aversão ao risco mundial. Nos Estados Unidos, além dos receios inflacionários, que continuam pressionando os juros longos, continuamos enxergando um impasse na aprovação do aumento do teto da dívida, num jogo duro dos Republicanos. Sem esse aumento, os EUA podem entrar em "default" a partir do dia 18 de outubro. Esse cenário seria catastrófico para os ativos de riscos globais. E a reunião da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo mais aliados) que poderia aliviar, pelo menos em parte, os temores inflacionários globais serviu exatamente para o contrário: o cartel decidiu manter o ritmo de aumento de produção no mesmo patamar, ou seja, bem gradual. Como os preços de combustíveis já estão altos, esse aumento gradual não alivia muito a inflação de outros itens que dependem dos combustíveis. Inflação em alta é sinônimo de juros mais altos, e isso tem pressionado as bolsas mundiais. E por aqui, o que esperar? No Brasil, continuamos esperando e acompanhando notícias envolvendo o andamento de reformas, ou a resolução de problemas orçamentários importantes, como, por exemplo, a questão dos novos gastos sociais. Afinal, eles serão feitos por meio de extensão do auxílio emergencial ou o novo programa do governo, o Auxílio Brasil? A morosidade do Congresso e do Executivo seguem testando o humor dos agentes de mercado. As preocupações com a inflação continuam. Em entrevista, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, voltou a admitir que tudo será feito para levar a inflação para o centro da meta em 2022. Essas declarações podem fazer o mercado cobrar caro do BC caso a inflação se mostre persistente no ano que vem, o que levaria a autoridade monetária a praticar juros mais altos do que estamos projetando. O cenário por aqui também não é dos mais fáceis. O Ibovespa fechou a segunda-feira (4) em forte queda de 2,22%, aos 110.393 pontos, em linha com as bolsas americanas. Vale destacar que a pressão no petróleo deve continuar impactando combustíveis, o que se difunde em aumentos de preços por todas as cadeias produtivas. A consequência é que inflação pressionada impacta os juros, que afeta o valor das empresas. No 'Investigando o Mercado' de hoje (exclusivo para assinantes do UOL): novidades do Inter e da Embraer. Um abraço, Felipe Bevilacqua. Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. Ainda não é assinante do UOL? Conheça as vantagens de ter o conteúdo exclusivo sobre investimentos.

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