Esta newsletter traz um resumo gratuito de conteúdo do UOL. Assinantes têm acesso à versão integral, com mais orientações. O movimento de alta dos juros iniciado em março pelo Banco Central já elevou a taxa básica de juros, a Selic, de 2% para 6,25% ao ano em apenas seis meses, mas deve continuar firme até pelo menos o fim deste ano, segundo economistas, que projetam juros de 8,25% ainda em 2021. Esse movimento favorece algumas aplicações de renda fixa que têm o ganho determinado pela Selic. Entre essas aplicações, duas opções aparecem com uma vantagem extra, dizem profissionais de mercado: as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e as LCAs (Letras de Crédito Agrícola), porque não pagam Imposto de Renda. Assim, aproveitam mais a alta dos juros que outras aplicações que pagam IR, como os CDBs. Veja abaixo o que são LCIs e LCAs, como aplicar nesses títulos e orientações de especialistas sobre as vantagens e desvantagens desses produtos. O que são LCIs e LCAs?LCIs e LCAs são títulos de renda fixa vendidos por bancos. A LCI é usada pelos bancos para dar empréstimos imobiliários, como financiamento à casa própria. E a LCA serve de lastro para empréstimos de bancos a produtores rurais. Esses títulos podem ser oferecidos pelos próprios bancos emissores ou em plataformas de investimento de corretoras. RendimentoAs LCIs e LCAs podem ter rendimento prefixado ou pós-fixado. - Prefixados: o rendimento é determinado já no momento da aplicação, seguindo uma taxa acertada. O investidor consegue calcular quanto irá ganhar na data de vencimento do título.
- Pós-fixados: o rendimento vai depender de algum índice, que pode ser o CDI, que segue a taxa básica de juros Selic, ou também a variação da inflação --nesse caso, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Isenção de imposto ajuda, mas não é garantia de vantagemA isenção do Imposto de Renda é uma vantagem das LCIs e LCAs sobre outras aplicações de renda fixa, como CDBs, que pagam IR, mas não uma garantia de que sempre serão a melhor opção para o aplicador. Isso porque os produtos concorrentes podem oferecer uma taxa maior que compense o imposto cobrado sobre eles. Veja aqui simulações, considerando aplicações de R$ 1.000,00, para ajudar o aplicador a comparar LCIs e LCAs com CDBs. Cuidado com o prazoOs especialistas destacam ainda outras condições que o aplicador precisa considerar antes de escolher entre LCI ou LCA e um CDB. - Carência: por regra, LCIs e LCAs têm prazo de carência de pelo menos 90 dias. Ou seja, depois de aplicar o dinheiro lá, a pessoa só pode resgatar após três meses. Por isso, é fundamental que o investidor saiba por quanto tempo terá que ficar sem sacar aquele capital.
- Vencimentos: os CDBs com liquidez diária são bastante comuns, enquanto as LCIs e LCAs de liquidez diária são raríssimas.
Veja aqui por que resgatar antes do prazo pode virar prejuízo. Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. Ela pode ser respondida no programa semanal Papo com Especialista, para assinantes do UOL. Assista ao vivo todas as quintas-feiras, às 15h, ou reveja os programas transmitidos.

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