Iniciado o segundo ano de governo, o presidente Jair Bolsonaro reafirma seu cacoete: todo poder a suas redes sociais. Por elas fala ao vivo, compartilha vídeos, elogia ministros e detrata quem enxerga como opositor. Nesta primeira semana semana de 2020, Bolsonaro voltou às redes para perguntar aos seguidores: deve ou não sancionar a lei que assegura R$ 2 bilhões para o fundo eleitoral.
Nas redes, seguem-se os comentários de gente que ora pede para o presidente vetar que o "povo segura a onda" se der qualquer problema, ora sugere maneirar para não ser afastado do cargo. Seja qual for o resultado da enquete informal patrocinada por Bolsonaro, elejá indicou o caminho que tomará, e apenas quer avisar aos apoiadores de uma provável sanção do fundo. Não porque queira, mas porque não teria outra saída, alega.
O episódio é revelador da alma do presidente que permanece conectado aos humores das redes que o ajudaram a ser eleito em 2018. É também no mundo virtual que ele espera convencer seguidores a formalmente apoiarem a criação do novo Aliança pelo Brasil, o partido que quer fundar. A coleta de apoios já bateu os 100 mil, mas o processo é mais burocrático do que um simples clique. É preciso levar ao cartório eleitoral o formulário de adesão ao partido político. No total, são necessários mais de 400 mil apoios em pelo menos noves estados. Pode não dar tempo de o Aliança lançar candidatos nas eleições municipais.
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