sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

POLITICANDO: A enquete do presidente

E mais: "Abaixo a microssaia"
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BRASÍLIA, 03 DE JANEIRO de 2020
O presidente Jair Bolsonaro durante fórum em Abu Dhabi Foto: Satish Kumar/Reuters
O governo virtual
POR Francisco Leali
coordenador na SUCURSAL DE BRASÍLIA
Olá.

Iniciado o segundo ano de governo, o presidente Jair Bolsonaro reafirma seu cacoete: todo poder a suas redes sociais. Por elas fala ao vivo, compartilha vídeos, elogia ministros e detrata quem enxerga como opositor. Nesta primeira semana semana de 2020, Bolsonaro voltou às redes para perguntar aos seguidores: deve ou não sancionar a lei que assegura R$ 2 bilhões para o fundo eleitoral.

A pergunta parece ser quase retórica, já que o próprio presidente se encarrega de explicar aos seus que se vetar o fundo pode perder o mandato. "Você acha que devo VETAR o FEFC (fundo especial de financiamento de campanha), incorrer em Crime de Responsabilidade (quase certo processo de impeachment) ou SANCIONAR?", escreveu Bolsonaro.

Nas redes, seguem-se os comentários de gente que ora pede para o presidente vetar que o "povo segura a onda" se der qualquer problema, ora sugere maneirar para não ser afastado do cargo. Seja qual for o resultado da enquete informal patrocinada por Bolsonaro, ele já indicou o caminho que tomará, e apenas quer avisar aos apoiadores de uma provável sanção do fundo. Não porque queira, mas porque não teria outra saída, alega.

O episódio é revelador da alma do presidente que permanece conectado aos humores das redes que o ajudaram a ser eleito em 2018. É também no mundo virtual que ele espera convencer seguidores a formalmente apoiarem a criação do novo Aliança pelo Brasil, o partido que quer fundar. A coleta de apoios já bateu os 100 mil, mas o processo é mais burocrático do que um simples clique. É preciso levar ao cartório eleitoral o formulário de adesão ao partido político. No total, são necessários mais de 400 mil apoios em pelo menos noves estados. Pode não dar tempo de o Aliança lançar candidatos nas eleições municipais.
 
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Ministros também virtuais

Como faz o chefe, ministros do governo aderiram às redes. No Twitter, alguns deles passam boa parte do tempo espalhando elucubrações. Alguns não precisam falar muito para ter milhares de seguidores, como o ministro da Justiça, Sergio Moro, o mais popular do primeiro escalão do governo, como mostra levantamento do GLOBO. Não é à toa que o presidente Jair Bolsonaro o quer como vice em 2022.
 
Dois ou três dedos acima do joelho

Um dia já foi assim: as ditas moças distintas só podiam usar saia cujo limite estivesse, no máximo, a dois ou três dedos acima do joelho. Não mais do que isso. A regra, de meados do século XX, perdeu-se no tempo. Mas o presidente do Instituto Chico Mendes (Icmbio) achou por bem reeditar algo do mesmo gênero. Portaria de sua lavra determinou que estão banidos do vestuário dos servidores "calças jeans rasgadas, shorts, bermudas, roupas com transparências, miniblusas, microssaias, roupas decotadas, trajes de ginástica, calças de moletom e chinelos."
 
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