Como o audiovisual pode servir de ferramenta de transformação social? Em meados da década passada, essa pergunta martelava na cabeça de Marcelo Machado. A resposta que ele concebeu passa por induzir um chacoalhão em seu próprio mercado de trabalho. Hoje, Marcelo, 58, está à frente da Causar, que se dedica à formação de pessoas com deficiência e jovens da periferia para atuar como videomakers.
O curioso é que o próprio Marcelo caiu nesse mundo meio por acaso. Gaúcho de Porto Alegre, ele cursou administração, mas se interessou pela publicidade após a leitura de um artigo de Washington Olivetto na Folha de S.Paulo.
“Eu fiquei encantado com o artigo e achei que a publicidade era o meu caminho. Acabou que depois fui estudar na ESPM, o que me levou direto para o mercado publicitário, na área criativa”
Ele iniciou a carreira trinta anos atrás, em 1996, numa “dupla jornada”: “Eu trabalhava em agência como criativo, redator publicitário, e aí também fazia roteiro para produtoras”. Eventualmente, uma dessas produtoras o chamou para dirigir um projeto. E Marcelo foi desbravando o mercado na cadeira de diretor.
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