Bom dia!
Brasil e Estados Unidos divulgam ainda nesta manhã suas inflações oficiais de março. Nos dois casos, será a primeira medida do impacto inicial da guerra no Oriente Médio, com o estrangulamento na oferta de petróleo, sobre a economia doméstica.
Já se sabe que o diesel subiu 16% por aqui no mês passado, o que na prática tende a disseminar inflação pela economia, já que praticamente tudo que se vende no Brasil é antes transportado, em algum momento, por caminhões. A questão que o IBGE deve responder nesta sexta é qual foi a velocidade do repasse aos preços, ante a volatilidade do petróleo e as medidas do governo para conter a escalada dos combustíveis.
Os EUA devem enfrentar dilema semelhante. Por lá, a inflação já estava acelerando em fevereiro, de acordo com dados do PCE divulgados na quinta. Estimativas colhidas pela agência Reuters indicam que o CPI, a medida oficial de inflação do país de Trump, deve ter avançado a 3,3% em 12 meses até março. Mesmo descontando os preços de energia e alimentos, a inflação deve ter fechado o mês em 2,7%, acima da meta de 2% do Fed.
Os futuros das bolsas americanas começam a sexta perto da estabilidade, já os índices europeus avançam. O petróleo também registra ganhos, enquanto investidores acompanham o impasse sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, e a imposição iraniana de um pedágio para a passagem de navios.
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, opera no negativo, mas perto da estabilidade. Na véspera, o Ibovespa renovou recorde e fechou acima de 195 mil pontos. Bons negócios.
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