Bom dia!
Os mercados financeiros globais festejam o cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã como se contassem com o fim do conflito. O petróleo despenca mais de 10%, negociado na faixa de US$ 94 por barril, de volta a um patamar que não era registrado desde 11 de março. Antes do início dos bombardeios, a commodity era vendida abaixo dos US$ 70 por barril do tipo brent.
Já as bolsas disparam. Os futuros americanos avançam entre 2,5% (o S&P 500) e 3,4% (no caso do Nasdaq). O EWZ, que representa as ações brasileiras em Nova York, ganha 4% no pré-mercado nesta manhã, indicando uma valorização expressiva do Ibovespa nesta quarta.
A comemoração está diretamente ligada ao acordo de reabertura do Estreito de Ormuz, com a retomada do abastecimento de petróleo. Analistas devem, contudo, passar o dia avaliando não só o ritmo de retomada, mas o que há para ser escoado, dado que houve destruição de unidades de produção e ataques a postos de carregamentos de navios.
Uma segunda conta é saber quando a normalização do abastecimento global chegará na forma de alívio nos preços dos combustíveis. No Brasil, o diesel subiu 14% em março, enquanto reajustes no querosene de aviação levaram a uma rodada de programa de apoio a companhias aéreas. Uma das metáforas do mercado financeiro para inflação é que preços sobem como foguetes e caem como penas. Fica difícil antever a melhora que investidores estão precificando, mas pelo menos agora existe uma chance de mudar um pouco de assunto. Bons negócios.
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário