Bom dia!
Após o fracasso na primeira rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã, durante o final de semana, o presidente americano, Donald Trump, disse que vai bloquear o Estreito de Ormuz. Desde a semana passada, Teerã vinha autorizando a passagem de navios sob a condição de pagamento de pedágio. O republicano fala agora em bombardear aqueles que fizerem uma parada no Irã para pagar a nova tarifa. O regime iraniano chamou o bloqueio naval de ilegal e ameaçou atacar portos no Golfo.
A reação dos mercados financeiros foi imediata: o petróleo disparou e voltou a ser negociado acima dos US$ 100 por barril. Já os futuros das bolsas americanas recuam, espalhando perdas pela Europa. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, também começa a semana em baixa.
Uma das principais dificuldades do mercado financeiro tem sido distinguir o que é fato do que é bravata entre as declarações de Donald Trump. Na dúvida, investidores compram todas as ameaças como verdade, isso apesar dos ultimatos nunca serem cumpridos. A guerra no Oriente Médio cada vez mais consolida o apelido “TACO” dado ao presidente americano (Trump always chickens out, ou Trump sempre amarela, numa versão suave abrasileirada).
Para além dos ditos de Trump, o fato é que a disparada – e a volatilidade – dos preços dos combustíveis cobra um preço na economia real. Nesta segunda, o BC atualiza as projeções de inflação colhidas no Boletim Focus, dias após o IBGE mostrar que a inflação subiu mais que o esperado em março. Além disso, a semana será marcada pelas reuniões do FMI e do Banco Mundial, nos EUA. Lá, as lideranças econômicas globais devem ter uma pauta única: as consequências do estrangulamento na oferta de energia para o PIB global. Bons negócios.
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