Bom dia!
Um palavrão, um xingamento e uma ameaça de novos crimes de guerra. É na base do grito que Donald Trump tenta, desde o final de semana, sair vencedor de um conflito que não era seu. Em postagem em rede social no final de semana, o presidente americano ameaçou atacar infraestruturas civis do Irã num esforço de reabrir na marra o Estreito de Ormuz.
Nas últimas horas, o noticiário foi carregado de notícias sobre uma eventual negociação e, mais uma vez, afirmações do Irã de que haverá retaliação a bombardeios americanos.
Parece que os investidores acreditam em efeitos positivos de uma escalada no conflito – ou, mais uma vez, apostam na prorrogação do ultimato de Trump. O petróleo recua, enquanto as bolsas americanas avançam neste começo de segunda-feira. A agenda é fraca, com destaque para a entrevista à imprensa que Trump promete conceder nesta tarde, na Casa Branca, acompanhado das Forças Armadas.
O EWZ acompanha a tendência positiva, operando em leve alta nesta manhã. Por aqui, o único destaque do dia é a divulgação do Boletim Focus, que atualiza as projeções do mercado financeiro para inflação, Selic e PIB, entre outros indicadores. Na Europa, as bolsas continuam fechadas para a segunda-feira de Páscoa.
Ainda que a alta nos futuros americanos nesta segunda pouco demonstre, economistas e analistas de mercado seguem bastante apreensivos com os efeitos do choque do petróleo sobre a inflação e a atividade econômica global. O risco de inflação alta combinada à resiliência do mercado de trabalho nos EUA solidifica o cenário de juros altos por mais tempo. E juros altos tendem a desacelerar a economia no longo prazo.
Noves fora qualquer expectativa de racionalidade vinda da Casa Branca, o fato é que a guerra no Oriente Médio gritou problemas domésticos desnecessários nos Estados Unidos. Um exemplo da vida real para a expressão “atravessar a rua para pisar na casca de banana". Bons negócios.
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