Bom dia!
É uma espécie de dia da marmota. Os futuros das bolsas americanas começam a segunda-feira em queda, com investidores mais uma vez às voltas com a guerra comercial de Donald Trump. Após a Suprema Corte dos EUA considerar ilegais as tarifas impostas pelo presidente americano impôs com base na lei de segurança nacional, a decisão foi de elevar as alíquotas sobre importações que existem com base em outras legislações.
O imposto "base" de 10% subiria para 15%, de acordo com Trump. Acontece que, até agora, não há documento confirmando a decisão do americano, apenas o post em rede social. Isso sem falar nas reações de parceiros comerciais na Europa, que refutam a nova elevação de alíquota. A Comissão Europeia, por exemplo, já declarou que há um acordo entre Estados Unidos e União Europeia, e que não aceitará a elevação da tarifa unilateralmente. As bolsas europeias também recuam nesta manhã.
Já o Brasil foi beneficiado pela decisão da Suprema Corte e, mesmo com a eventual retaliação de Trump, os produtos nacionais passariam a pagar menos imposto ao entrar nos EUA. Com o rearranjo, a tarifa média sobre produtos brasileiros cairia 13 pontos percentuais, para 12,7%, de acordo com cálculos da Global Trade Alert.
Trata-se de mais uma boa notícia para a bolsa brasileira, que não tem precisado de muito para subir. O EWZ, fundo que representa ações brasileiras em Nova York, avança nesta manhã, preparando o pregão positivo na B3. O Ibovespa fechou a sexta-feira acima dos 190 mil pontos pela primeira vez.
O dia, porém, é de agenda fraca. Destaque para o Boletim Focus, com a atualização das projeções de economistas para inflação e juros, e a retomada da temporada de balanços, que fez uma pausa no Carnaval. Bons negócios.
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