Bom dia!
O bitcoin recua nesta manhã para a faixa de US$ 63 mil, em um novo mergulho que pode consolidar o pior mês da cripto desde junho de 2022. A queda é de 21% no mês. Nesta segunda-feira, investigações internas mostraram que a Binance, a maior corretora cripto do mundo, teria transferido US$ 1,7 bilhão em criptos para o Irã, potencialmente chegando a grupos terroristas. A notícia foi publicada inicialmente pelo The New York Times.
Trata-se de uma situação sui generis. O escândalo da Binance seria o suficiente para iniciar uma nova crise no mundo cripto. Acontece que a queda recente do bitcoin já vinha ocorrendo sem que houvesse um motivo concreto, fora a preferência do mercado financeiro por investimentos considerados mais seguros – e menos expostos aos Estados Unidos.
É um contraste com 2022. Naquele ano, a implosão do esquema Terra-Luna, uma stablecoin lastreada em uma fraude, causou o derretimento do mercado e levou a uma avalanche de crises. Na sequência veio a quebra da FTX, corretora de cripto que fazia sucesso entre os famosos americanos.
Já os futuros das bolsas americanas começam o dia em alta, sob a expectativa da entrada em vigor das novas tarifas de Donald Trump, isso enquanto o mercado financeiro tenta entender como seriam devolvidos os bilhões pagos por importadores em alíquotas que a Suprema Corte considerou ilegais. Investidores terão tempo para dedicar ao assunto, já que a agenda econômica é fraca nos EUA.
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, também avança no pré-mercado, tentando recuperar as baixas da véspera. No Brasil, o destaque é a divulgação da arrecadação federal de janeiro. Bons negócios.
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