Bom dia!
Os futuros das bolsas americanas recuam nesta quinta-feira, com investidores ainda digerindo a "ameaça" do Fed de voltar a subir as taxas de juros do país, em vez de cortá-las. Não se trata de um plano concreto, claro, mas uma sinalização ao mercado de que as decisões do banco central dos EUA se baseiam em dados, e se a inflação voltar a subir, a reação virá. E eles não descartam um repique de preços.
O recado veio na ata da reunião do Fed de janeiro, publicada na quarta. E, apesar do susto, não foi suficiente, ainda, para mudar as apostas do mercado de que o BC dos EUA reduzirá os juros duas vezes neste ano, ao menos de acordo com as projeções colhidas pela ferramenta Fed Watch.
No fim, o documento funciona também como uma resposta às pressões do presidente Donald Trump, que tem assediado o Fed, e mais diretamente Jerome Powell, a cortar juros apesar da inflação acima da meta de 2%. Ainda assim, o movimento pesa sobre as ações.
Wall Street terá mais tempo para digerir a ata apoiando-se em declarações públicas de dirigentes do Fed, programadas para o dia.
Nesta quinta, investidores também devem se debruçar sobre os resultados do Walmart. A gigante varejista funciona como uma espécie de termômetro do consumo nos EUA, o que ganha ainda mais importância à medida que a inflação parece corroer a renda dos mais pobres.
No cenário internacional, o petróleo dispara em meio a temores de que os Estados Unidos possam bombardear o Irã. O barril do tipo brent sobe mais de 1% e é negociado acima de US$ 71 nesta manhã.
Já no Brasil, o destaque é o IBC-BR. O indicador de atividade econômica do BC deve confirmar a desaceleração da economia no final do ano, reflexo da Selic de 15% ao ano. O dado ajuda a fundamentar a decisão de que os juros podem começar a cair no Brasil a partir da próxima reunião.
A antecipação da queda de juros, que favorece investimentos de risco, somada à migração massiva de recursos estrangeiros ao Brasil segue sustentando a bolsa brasileira. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, começa o dia em alta, contrariando a tendência negativa dos mercados internacionais. Bons negócios.
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