| Caro leitor,
O STF assistiu na semana que se encerra a uma de suas mais inusitadas sessões.
À saída do tribunal, ao comentar o longo e polêmico voto de Dias Toffoli, o ministro Luís Roberto Barroso disse: "Tem que chamar um professor de javanês."
Mario Sabino encarregou-se de analisar o voto de Toffoli, na nova edição da Crusoé:
Separamos dois trechos para sua leitura:
"Na abertura do julgamento sobre como deve se dar o compartilhamento de dados do antigo Coaf e da Receita Federal com o Ministério Público, o presidente do STF, Dias Toffoli, ilustrou à perfeição como a opacidade da linguagem está ligada ao déficit de transparência no conteúdo. O seu voto foi tão confuso, tão contraditório em relação a tudo o que ele vinha dizendo contra o Coaf, Receita Federal e Ministério Público — e também fazendo, como exigir o acesso ilegal a dados financeiros de 600 mil pessoas, entre físicas e jurídicas — que, após o julgamento, a sua assessoria precisou emitir uma nota em letras garrafais para tentar traduzir qual havia sido a conclusão do ministro…"
Em sua ajuda — e seguindo ainda o conselho de Barroso —, Sabino recorreu ao escritor Lima Barreto e ao conto O Homem Que Sabia Javanês, publicado em 1911.
O protagonista é Castelo, um sujeito que resolve dar aulas de javanês a um barão sem conhecer uma única palavra do idioma.
Castelo termina por dobrar o barão, torna-se conhecido em todo o Rio de Janeiro e vira cônsul em Havana.
Sabino, então, comenta:
"Fosse hoje, (Castelo) poderia também ter escolhido ser ministro do Supremo Tribunal Federal. A sua tarefa seria verter a Constituição brasileira do português para o javanês ou um simulacro do 'patuá malaio', não importa. Se uma parte do distinto público sai dos julgamentos convencida de acordo com as suas próprias conveniências, é o que basta para receber uma ovação e virar retrato na parede da galeria de notáveis deste Brasil imbecil, burocrático e incompreensível…"
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Boa leitura, Equipe Crusoé
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