Olá, investidor. As principais Bolsas internacionais começavam a segunda-feira (20) com perdas significativas, em reflexo das preocupações com o impacto da variante ômicron do coronavírus sobre a atividade econômica mundial. Países europeus adotaram novas medidas de restrições para contar a disseminação da cepa, com lockdown na Holanda e recorde de casos no Reino Unido. Os índices futuros em Nova York e as Bolsas europeias e asiáticas recuavam em sessão de agenda econômica esvaziada, e no início de uma semana de baixa liquidez com a proximidade do feriado de Natal. A menor disposição do investidor para o risco nesta reta final de 2021 tende a afetar mais os emergentes, levando em conta a guinada de aperto monetário dos bancos centrais globais (Estados Unidos, Reino Unido, Europa, Japão), na semana passada, que reduz o fluxo de dinheiro nos mercados. Conforme já falamos aqui, a tarefa complexa dos BCs em todo o mundo contempla o combate a uma escalada da inflação simultaneamente ao risco sobre a atividade diante de novos casos do coronavírus. Aliás, na contramão de seus pares, o Banco do Povo da China cortou a taxa de juros de referência para empréstimos de um ano, de 3,85% para 3,80%, na primeira mudança do instrumento em 20 meses. Trata-se de mais uma sinalização de fragilidade do crescimento econômico. Além disso, vale destacar que, nos EUA, repercute também o revés do pacote fiscal de estímulos de US$ 2 trilhões do governo Biden no Senado. Isso tende a motivar revisões para baixo nas projeções para o PIB dos EUA em 2022. E por aqui, o que esperar? No Brasil, resta a percepção de que a volatilidade vista nos mercados nos últimos dias é apenas um aperitivo do que pode acontecer em 2022, especialmente em meio a uma polarizada corrida presidencial. A fraqueza dos indicadores econômicos eleva o receio do surgimento de medidas eleitoreiras que podem piorar a trajetória das contas públicas. No âmbito econômico, o destaque da agenda nesta semana será o IPCA-15 de dezembro, indicador que serve como uma prévia da inflação oficial do país. A expectativa é de desaceleração, motivada por combustíveis e bens industriais. No cenário político, o último ato do Congresso será a votação do Orçamento de 2022, que contemplará o Auxílio Brasil. No 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Economia Investimentos): o avanço da venda das participações da Petrobras e da Novonor na Braskem. Um abraço, Felipe Bevilacqua Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. 
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