Olá, investidor. Os principais mercados internacionais operavam em queda na manhã desta sexta-feira (17), ao fim de uma semana que marcou a mudança de postura dos bancos centrais globais rumo a uma política monetária menos relaxada e mais dura contra a inflação. Depois do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) acelerar o passo na redução de estímulos e sinalizar três altas nos juros em 2022, o Banco Central Europeu e o Banco do Japão se comprometeram com manutenção das taxas de juros, mas anunciaram o fim das compras de ativos em março —coincidindo com a programação do BC dos EUA. Já o banco central inglês surpreendeu um pouco ao aumentar a taxa básica de juros de 0,10% para 0,25%. Investidores agora monitoram com atenção a ameaça da variante ômicron do coronavírus, com possível impacto na atividade econômica, uma vez que a guinada dos BCs elegeu a inflação como principal alvo de atuação. As ações de empresas de tecnologia sofrem pressão adicional, liderando as perdas nas Bolsas asiáticas. Geralmente, com boa parte do retorno no futuro e com maior necessidade de financiamento para crescer, o setor de techs costuma reagir mais negativamente a juros maiores. E por aqui, o que esperar? No Brasil, o mercado monitora mais uma rodada de indicadores de inflação, um dia depois de o Relatório Trimestral de Inflação, do Banco Central, estimar Índice Geral de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2021 em 10,20% e de 2022 em 4,7%. O PIB deste ano foi revisado de alta de 4,7% para 4,4%, e para o ano que vem passou de 2,1% para 1%. O documento tratou das incertezas sobre o aspecto fiscal e do fim dos estímulos por países desenvolvidos. E, mesmo com a piora das projeções, aparentemente não chegou a incomodar o mercado. No ambiente político, a dez meses das eleições, as pesquisas eleitorais seguem mostrando liderança do ex-presidente Lula contra a reeleição do presidente Bolsonaro. Além disso, por ora, a terceira via tem o ex-ministro Sergio Moro como principal nome, mas abaixo dos dois dígitos. A semana caminha para o fim com aprovação e promulgação da PEC dos Precatórios em sessão do Congresso e, agora, as atenções sobre o Legislativo recaem sobre o Orçamento de 2022. No 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Economia+): aval para a criação de uma gigante no setor de saúde e novidades da Camil. Abraços, Felipe Bevilacqua Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. 
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