Tudo bem?
Ainda acredita no poder da piscina de bolinhas? O episódio dessa semana do podcast, que comando ao lado de Victor Navarrete e Ignácio Franganillo, acaba de vez com esse mito e mostra na real o que torna uma empresa verdadeiramente inovadora. Duvida? Só apertar o play na sua plataforma predileta!
E o que mais temos essa semana? A gigante Magazine Luiza se tornando ainda mais gigante... vamos lá? #Os que as empresas mais inovadoras têm em comum?
Podemos dizer que uma empresa que tem inovação como negócio principal, está sempre pensando no cliente. Isso implica em pensar e repensar formas de atender sempre melhor, de antecipar suas vontades e desejos e, principalmente, de entregar valor. Uma empresa que busca entregar valor, está sempre em movimento, e até arriscamos dizer que não tem medo de matar o seu próprio negócio em prol da inovação.
Empresas inovadoras executam esse processo ao longo de suas vidas, portanto, nunca terão apenas um ou dois projetos. Inovar é a sua razão de ser. Só assim, elas irão conseguir se manter no mercado, evitando ou postergando sua fase de declínio. Sabemos que a cultura da inovação não é algo que se implanta da noite para o dia. É um processo que demanda tempo, dedicação e comprometimento de todos os envolvidos, mas que no fim, vale a pena pois, os benefícios adquiridos superam tudo isso.
Debate importante esse, não é mesmo? Quer saber mais sobre as características das empresas inovadoras? Clique aqui e ouça o podcast!
#A dona do pedaço

A notícia da compra da Estante Virtual da Livraria Cultura, que encontra-se em recuperação judicial, pelo Magazine Luiza agitou o mercado nesta última semana. Especialistas apontam que a empresa pode ser a principal ameaça para a Amazon aqui no Brasil.
Fechada em R$ 31 milhões, a operação aconteceu na última quinta-feira, 28/01 em leilão realizado na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais e marca mais um movimento de ampliação da companhia, que também é dona da Netshoes, Zattini e Época Cosméticos.
A aquisição vai de encontro a estratégia da empresa, que pretende estar presente nos mais diversos canais e, principalmente, nas plataformas digitais, tornando-se um marketplace completo para o consumidor. Além disso, o know how dos novos negócios adquiridos fortalecem a marca e o seu SuperApp, ampliando assim, suas categorias de atuação por incorporar novos profissionais com novos olhares e talentos. Em meu livro "A Estratégia da Inovação Radical", comento muito sobre isso, explicando a visão do CEO Fred Trajano de reduzir, cada vez mais, as barreiras entre as lojas físicas e o virtual.
Com um plano de negócios bem robusto, a startup de alimentação saudável Liv Up anuncia sua primeira aquisição: a VYA, que oferece alimentos refrigerados saudáveis em escritórios. A aquisição vai bem em linha com o core business da empresa, e a Liv Up parece bem decidida a crescer, dizendo que planeja triplicar seu tamanho em 2020.
Menos de 6 meses após receber um aporte de R$ 90 milhões, a Liv Up viu na VYA uma maneira de crescer e aumentar seu portfólio de maneira rápida e eficaz: "Foi a oportunidade de acelerar o crescimento do canal com uma carteira de clientes sólida e representativa, além disso, a VYA é totalmente alinhada com o nosso propósito", revelou Victor Santos, CEO e cofundador da Liv Up. "Estamos trazendo uma equipe competente, que desenvolveu um projeto consolidado e que vai fortalecer ainda mais nosso time" completou o executivo.
A estratégia da empresa é unir a expertise comercial da VYA à plataforma tecnológica e portfólio da Liv Up, com o intuito de chegar em 200 escritórios até o final deste ano. O objetivo é proporcionar uma experiência de compra totalmente digital. "Queremos estar onde os clientes precisarem da gente. Nosso objetivo é fazer com que comer bem seja algo fácil", complementa Victor. E parece que ainda existe esperança para a Forever 21, uma das gigantes do Fast Fashion mundial, que encontra-se em um "processo de proteção à falência" (tipo uma recuperação judicial nas leis americanas) desde setembro do ano passado. A empresa recebeu uma oferta de compra de US$ 81 milhões de um consórcio liderado pelos fundos donos de shoppings Simon Property Group e Brookfield Partners.
A ideia, a princípio, parece boa, pois Simon e Brookfield são os maiores locadores da Forever 21, uma vez que boa parte das mais de 700 lojas da rede (mais de 500 delas) estão em shopping centers nos Estados Unidos.
A empresa cresceu rapidamente, saindo em poucos anos, de sete a 47 países, o que aumentou muito a complexidade dos negócios. Outro fator que impactou a forma de operar da loja foi a mudança dos hábitos dos consumidores, cada vez menos frequentando lojas gigantes em pontos estratégicos em grandes centros e shopping centers, e cada vez mais fazendo compras via e-commerce. O varejo em geral, principalmente os tradicionais (e menos ágeis no tempo de resposta ao consumidor) magazines, tem sambado diante das marcas mais inovadoras.
A Forever 21 anunciou que fecharia 350 unidades (180 nos EUA) e deverá sair de mercados internacionais como Ásia e Europa, porém deve continuar a operar na América Latina. |
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