quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Growthaholics #180 - O que as empresas mais inovadoras têm em comum?

 
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Tudo bem?

Ainda acredita no poder da piscina de bolinhas? O episódio dessa semana do podcast, que comando ao lado de Victor Navarrete e Ignácio Franganillo, acaba de vez com esse mito e mostra na real o que torna uma empresa verdadeiramente inovadora. Duvida? Só apertar o play na sua plataforma predileta!


E o que mais temos essa semana? A gigante Magazine Luiza se tornando ainda mais gigante... vamos lá?

#Os que as empresas mais inovadoras têm em comum?

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Podemos dizer que uma empresa que tem inovação como negócio principal, está sempre pensando no cliente. Isso implica em pensar e repensar formas de atender sempre melhor, de antecipar suas vontades e desejos e, principalmente, de entregar valor. Uma empresa que busca entregar valor, está sempre em movimento, e até arriscamos dizer que não tem medo de matar o seu próprio negócio em prol da inovação.


Empresas inovadoras executam esse processo ao longo de suas vidas, portanto, nunca terão apenas um ou dois projetos. Inovar é a sua razão de ser. Só assim, elas irão conseguir se manter no mercado, evitando ou postergando sua fase de declínio.

 

Sabemos que a cultura da inovação não é algo que se implanta da noite para o dia. É um processo que demanda tempo, dedicação e comprometimento de todos os envolvidos, mas que no fim, vale a pena pois, os benefícios adquiridos superam tudo isso.


Debate importante esse, não é mesmo? Quer saber mais sobre as características das empresas inovadoras? Clique aqui e ouça o podcast!


#A dona do pedaço


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A notícia da compra da Estante Virtual da Livraria Cultura, que encontra-se em recuperação judicial, pelo Magazine Luiza agitou o mercado nesta última semana. Especialistas apontam que a empresa pode ser a principal ameaça para a Amazon aqui no Brasil.


Fechada em R$ 31 milhões, a operação aconteceu na última quinta-feira, 28/01 em leilão realizado na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais e marca mais um movimento de ampliação da companhia, que também é dona da Netshoes, Zattini e Época Cosméticos.


A aquisição vai de encontro a estratégia da empresa, que pretende estar presente nos mais diversos canais e, principalmente, nas plataformas digitais, tornando-se um marketplace completo para o consumidor. Além disso, o know how dos novos negócios adquiridos fortalecem a marca e o seu SuperApp, ampliando assim, suas categorias de atuação por incorporar novos profissionais com novos olhares e talentos. Em meu livro "A Estratégia da Inovação Radical", comento muito sobre isso, explicando a visão do CEO Fred Trajano de reduzir, cada vez mais, as barreiras entre as lojas físicas e o virtual. 


#Apetite Voraz 2


Com um plano de negócios bem robusto, a startup de alimentação saudável Liv Up anuncia sua primeira aquisição: a VYA, que oferece alimentos refrigerados saudáveis em escritórios. A aquisição vai bem em linha com o core business da empresa, e a Liv Up parece bem decidida a crescer, dizendo que planeja triplicar seu tamanho em 2020.


Menos de 6 meses após receber um aporte de R$ 90 milhões, a Liv Up viu na VYA uma maneira de crescer e aumentar seu portfólio de maneira rápida e eficaz: "Foi a oportunidade de acelerar o crescimento do canal com uma carteira de clientes sólida e representativa, além disso, a VYA é totalmente alinhada com o nosso propósito", revelou Victor Santos, CEO e cofundador da Liv Up. "Estamos trazendo uma equipe competente, que desenvolveu um projeto consolidado e que vai fortalecer ainda mais nosso time" completou o executivo.


A estratégia da empresa é unir a expertise comercial da VYA à plataforma tecnológica e portfólio da Liv Up, com o intuito de chegar em 200 escritórios até o final deste ano. O objetivo é proporcionar uma experiência de compra totalmente digital. "Queremos estar onde os clientes precisarem da gente. Nosso objetivo é fazer com que comer bem seja algo fácil", complementa Victor.

#Luz no fim da passarela

jimmy fallon lol GIF by The Tonight Show Starring Jimmy Fallon


E parece que ainda existe esperança para a Forever 21, uma das gigantes do Fast Fashion mundial, que encontra-se em um "processo de proteção à falência" (tipo uma recuperação judicial nas leis americanas) desde setembro do ano passado. A empresa recebeu uma oferta de compra de US$ 81 milhões de um consórcio liderado pelos fundos donos de shoppings Simon Property Group e Brookfield Partners.

A ideia, a princípio, parece boa, pois Simon e Brookfield são os maiores locadores da Forever 21, uma vez que boa parte das mais de 700 lojas da rede (mais de  500 delas) estão em shopping centers nos Estados Unidos.


A empresa cresceu rapidamente, saindo em poucos anos, de sete a 47 países, o que aumentou muito a complexidade dos negócios. Outro fator que impactou a forma de operar da loja foi a mudança dos hábitos dos consumidores, cada vez menos frequentando lojas gigantes em pontos estratégicos em grandes centros e shopping centers, e cada vez mais fazendo compras via e-commerce. O varejo em geral, principalmente os tradicionais (e menos ágeis no tempo de resposta ao consumidor) magazines, tem sambado diante das marcas mais inovadoras.


A Forever 21 anunciou que fecharia 350 unidades (180 nos EUA) e deverá sair de mercados internacionais como Ásia e Europa, porém deve continuar a operar na América Latina.

 
 

#Curtinhas

  • Mãe Diná Sim, vai chegar o momento no qual a inteligência artificial irá ajudar a prevenir surtos de doenças. E a BlueDot quase chegou lá, prevendo a epidemia e até informando para quais países ela se espalharia. Nove dias antes da OMS emitir um alerta sobre o coronavírus na China, a startup fundada em 2013 já havia feito essa análise - e ainda acertou as regiões que seriam afetadas a seguir: Bangkok, Seul, Taipei e Tóquio. A empresa foi criada por um médico infectologista durante o breakout da SARS.
  • Fresh start Após alguns meses sob o comando direto do Softbank, a WeWork anunciou este final de semana seu novo presidente, Sandeep Mathrani, executivo com mais de 20 anos de experiência no mercado imobiliário. Mathrani foi presidente do braço de varejo do grupo Brookfield Property, gigante no ramo imobiliário global. A escolha do novo CEO, mostra uma nova estratégia na WeWork que, por mais que se intitulem como empresa de tecnologia, seu core business, de certa forma, não deixar de ser aluguel de espaços físicos. O foco agora é minimizar os prejuízos e focar na eficiência da operação.
  • Um novo marco Resultados recentes da Tesla, anunciados na semana passada, mostram um resultado que muita gente achou improvável: Elon Musk pode ter, de fato, criado uma montadora. 

    Já falamos aqui que, recentemente, a Tesla superou em valor de mercado, duas das maiores montadoras do mundo. Na semana passada, especialistas do Credit Suisse disseram que a produção da companhia possa chegar em mais de 550.000 unidades, ainda este ano. E podem contar com isso, Musk está apenas começando sua revolução.

  • Quase retrô E ai, já conhece alguém que tem um celular dobrável? Nesta semana, vazou no Twitter o que seria o próximo celular dobrável da Samsung, o Galaxy Z Flip, que será anunciado ainda este mês. Diferente do Fold que já está no mercado (à venda a partir de R$ 12.999), o novo modelo lembra mais os famosos StarTac da Motorola, no início dos anos 2000, e segue com a tela ultrafina. Uma vantagem: bem mais fácil de colocar no bolso.

  • Na onda da Gig Economy A Neighbor, startup inspirada no Airbnb, é uma plataforma que oferece armazenagem de utensílios entre vizinhos, e acaba de levantar US$ 10 milhões em rodada de investimento. É bem comum nos Estados Unidos que as pessoas façam uso de armazéns para guardar utensílios, móveis, enfim, o que quiserem. Só que isso pode ocasionar um trabalhinho a mais, já que os armazéns ficam em locais afastados dos centros da cidade. A startup tem o objetivo de unir quem precisa do serviço de armazenagem e quem está com um espaço vazio e topa uma grana extra.

 
 
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Pedro Waengertner
CEO - ACE
 
 
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