Bom dia!
Os mercados financeiros globais parecem ter entrado, mais uma vez, no modo "foguete não dá ré". E um dos exemplos mais concretos do fenômeno parece vir da Ásia: o índice chinês mais importante, o CSI 300, fechou nesta terça-feira no maior patamar desde janeiro de 2022. No acumulado em doze meses a subida é de 27%.
Para onde se olhe, as bolsas estão em suas máximas históricas ou muito perto delas. Vale para os principais índices americanos, para o alemão Dax, e também para o Ibovespa, que fechou a segunda-feira acima dos 161 mil pontos, relativamente próximo do recorde de 164 mil pontos.
A tendência da semana é apostar em ações de empresas ligadas à defesa, um eufemismo para produtoras de armamentos. Acontece que a invasão da Venezuela e as ameaças a Groenlândia, Colômbia e Cuba, por parte dos Estados Unidos, fizeram crescer o risco de uma escalada nos conflitos bélicos pelo planeta para além da Ucrânia e do Oriente Médio.
Já o fenômeno IA parece causar menos euforia em investidores. Nesta semana, o mundo tech está em Las Vegas para a feira CES. Lá, Nvidia e AMD já anunciaram novos chips de inteligência artificial e também suas apostas em robôs humanoides. Nada capaz de impressionar o mercado financeiro, ao menos não os investidores operando neste começo de manhã.
Nesta terça, os futuros americanos fazem uma pausa na subida, enquanto as bolsas europeias operam sem direção única. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Wall Street, opera perto da estabilidade. A agenda de indicadores é fraca. No Brasil, o destaque é a publicação da balança comercial de 2025, ano marcado pela imposição de tarifas dos EUA sobre importações brasileiras. Bons negócios.
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