Bom dia!
O dólar pode cair ainda mais. Essa foi a mensagem de Donald Trump ao mercado financeiro, isso após o derretimento que leva a moeda americana ao menor patamar em vinte meses ante o real. Trata-se de um fenômeno mundial.
O lado positivo para a economia americana é tornar os produtos feitos nos Estados Unidos mais baratos no mercado global, potencialmente ampliando as exportações. Por outro lado, isso significa que as importações ficam mais caras, em um momento em que alíquotas sobre importados já afetam o mercado doméstico.
Na prática, um eventual choque cambial gera inflação doméstica, pegando num ponto sensível justamente em um cenário em que o Fed avisa que a alta de preços ainda não está em um patamar confortável.
A declaração de Trump tem timing. Nesta quarta, o Federal Reserve deve manter a taxa de juros nos Estados Unidos no intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano, apesar da pressão do presidente americano para redução dos juros.
O dia é carregado para Wall Street, que espera a divulgação de resultados das gigantes Microsoft, Meta e Tesla após o fechamento. A expectativa é positiva, com os futuros americanos em alta.
O mesmo vale para o EWZ, o fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, que também avança, contratando mais um pregão de recorde para o Ibovespa. Na agenda doméstica, o destaque é a divulgação do relatório da dívida pública federal. No final do dia, o Copom deve manter a Selic em 15% ao ano, enquanto o mercado financeiro já aponta janelas para o início do ciclo de corte de juros. Bons negócios.
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