Bom dia!
O EWZ, fundo que representa a bolsa brasileira em Nova York, começa a sexta-feira em alta, abrindo espaço para o Ibovespa barganhar mais uma subida no pregão. O índice brasileiro avança 1,35% no acumulado da semana e 2,76% no ano.
O otimismo de investidores neste começo de 2026 contrasta com um cenário doméstico conturbado. O mercado financeiro continua às voltas com as fraudes do Banco Master, que tem desdobramentos sobre Brasília.
Além disso, a economia brasileira dá sinais mistos sobre seu desempenho. Na quinta, o IBGE mostrou que os brasileiros abriram a carteira no mês de novembro, marcado pela Black Friday, e o comércio registrou expansão de 1%, isso apesar da Selic a 15% ao ano, num patamar cuja função é justamente inibir o consumo para controlar a inflação.
Nesta sexta, o Banco Central divulga o IBC-BR de novembro, que faz um balanço da atividade econômica levando em consideração a indústria, o setor de serviços e o comércio.
Acontece que o mercado financeiro quase que celebra uma desaceleração da economia. Não porque desejem o pior para o Brasil, mas sim por vislumbrarem um cenário em que Banco Central poderia começar a cortar a taxa de juros. Selic em queda tende a abrir espaço para mais investidores voltarem à bolsa.
Fora o indicador do BC, a agenda econômica é fraca no Brasil e no mundo. Nos EUA, os futuros americanos avançam ainda na esteira de uma nova onda de otimismo com inteligência artificial, enquanto Wall Street se apega a um eventual esfriamento das tensões geopolíticas da semana. Bons negócios.
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