Bom dia!
O discurso do presidente americano, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta quarta-feira, deve ditar os rumos do mercado financeiro em um momento em que os EUA ameaçam a Europa para invadir e controlar a Groenlândia. Fica difícil imaginar que uma escalada nas tensões manterá o mundo como está – e o mesmo vale para os investimentos.
Enquanto Trump ainda está calado, os futuros americanos ensaiam uma recuperação, isso após os principais índices terem registrado o pior pregão em quase um ano. O resultado só não foi pior que o do 1º de abril do ano passado, marcado pelo "Liberation Day", quando o presidente americano deu o pontapé em sua guerra comercial global.
O dia promete ser tenso também na agenda doméstica dos EUA. A Suprema Corte deve julgar o caso da diretora do Fed, Lisa Cook, que se tornou um dos símbolos da ameaça do governo americano à independência do Banco Central do país. O julgamento deve contar com depoimento do presidente do Fed, Jerome Powell, também alvo de ataques de Trump.
Por fim, investidores digerem o balanço da Netflix, que cai mais de 5% no pré-mercado. Apesar de a companhia ter registrado receita superior à prevista, investidores não gostaram de saber que o programa de recompra de ações será suspenso para financiar a aquisição da Warner.
Mesmo com os futuros americanos interrompendo a queda, as bolsas europeias têm mais um dia negativo. Por outro lado, o EWZ, fundo que representa as ações brasileiras no exterior, opera em ligeira alta, após novo recorde do Ibovespa. Isso apesar do noticiário doméstico fraco, concentrado quase que exclusivamente no caso Master. Bons negócios.
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