Bom dia!
A terça-feira começa com tendência positiva nos mercados financeiros globais, ainda que imersa em um clima de incerteza profunda. A começar pelos Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, promete fazer um 'grande pronunciamento' sobre a economia do país e o custo de vida. Há semanas, ele pressiona bancos com um eventual teto para a taxa de juros do cartão de crédito enquanto promete intervir no mercado imobiliário para que os americanos voltem a comprar casas.
Isso num contexto em que a inflação do país está em 2,7%, relativamente comportada, mas acima da meta de 2% perseguida pelo Fed. Há um segundo problema: os preços que mais sobem são os de alimentos e moradia, o que afeta desproporcionalmente a população mais pobre do país.
Uma das razões para a inflação resiliente vem também da guerra comercial de Trump contra o mundo. Agora, os EUA devem elevar as alíquotas sobre produtos importados da Coreia do Sul em 25%.
Há um segundo fato assombrando a economia americana. O país está sob a ameaça de um novo shutdown, pouco tempo após o mais longo apagão da máquina pública da história, no ano passado. A paralisação das atividades afetou estatísticas importantes como inflação e desemprego. Para evitar que o fenômeno se repita, o governo precisa de um acordo com o Congresso até o final da semana.
Isso tudo em um momento político conturbado, após o segundo assassinato nos EUA por parte da polícia de fronteiras, em Minnesota.
Ainda assim, os futuros de S&P 500 e Nasdaq avançam nesta manhã. Na Europa, os principais índices também sobem, com exceção do alemão Dax. O bloco celebra um acordo comercial com a Índia, em reação às disputas geopolíticas com os EUA.
No Brasil, investidores acompanham a divulgação do IPCA-15, sob a expectativa de que o Banco Central possa abrir a porta para a queda da Selic após o Carnaval. Para a decisão de amanhã, a maioria dos economistas espera estabilidade dos juros a 15% ao ano. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, avança no pré-mercado.
Por fim, após o fechamento a Vale divulga seus resultados operacionais do quarto trimestre, uma espécie de prévia do balanço. A divulgação chega num momento em que a mineradora está mais uma vez nos holofotes, após extravasamentos em minas em MG. Bons negócios.
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