Bom dia!
O que importa é o filme, não a fotografia. Esse é o mantra desta sexta-feira que fecha o mês de janeiro. Os futuros americanos despencam neste começo de manhã e puxam com ele o EWZ, o fundo que representa as ações brasileiras em Nova York.
E é fato que o movimento pode reduzir parte dos ganhos acumulados pelos investidores neste começo de 2026, mas nada capaz de apagar o impressionante desempenho do Ibovespa em janeiro. Até aqui, a alta é de mais de 13%, valorização muito superior aos ganhos de S&P 500 e Nasdaq, que estão na faixa de 1%.
O fenômeno está claro: investidores estrangeiros migraram recursos para mercados emergentes, sob o receio de que a valorização dos ativos nos EUA tenha sido exagerada, isso enquanto o presidente americano, Donald Trump, investe em políticas econômicas duvidosas.
Trump prometeu anunciar nesta sexta-feira o novo presidente do Fed, após um ano de ataques diretos a Jerome Powell, o atual chefe do banco central americano. As apostas agora são de que o cargo será ocupado por Kevin Warsh, que foi dirigente do órgão durante a gestão de Ben Bernanke, no auge da crise financeira.
O que ainda não está claro é a independência de Warsh para resistir às pressões de Trump para cortes de juros nos Estados Unidos. É aí que mora uma das explicações para a sexta-feira negativa, em um dia em que a agenda é fraca em Wall Street. Na Europa, as bolsas avançam na esteira da divulgação do resultado preliminar do PIB dos países do bloco no quarto trimestre.
A segunda razão para a queda em Wall Street ainda vem dos números ambíguos das big techs. Na quinta, as ações da Microsoft derreteram quase 10%, reflexo do receio de investidores com os gastos em inteligência artificial versus a capacidade da empresa de expandir receitas. A queda continua, em menor magnitude, no pré-mercado nesta sexta. A Apple também recua, apesar de ter divulgado que as vendas de iPhone superaram as expectativas do mercado no final do ano passado. Bons negócios.
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