segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Reunião do Fed é último compromisso de investidores antes do Natal

Abril Comunicações
ABERTURA DE MERCADO
 
Bolsas começam a semana em alta, enquanto esperam nada menos que 17 encontros de bancos centrais.
 
 
Por Tássia KastnerGuilherme Jacques
 
 
Bom dia!
 
Foi dada a largada para a última semana útil do ano. Alguém mais concentrado dirá que o Natal é só daqui dois finais de semana e que estamos decretando o recesso cedo demais. O que conta aqui é o noticiário: a semana será abarrotada de reuniões de bancos centrais, quase todos ocupados em avaliar os riscos da inflação para a economia – na conta do Bom Dia Mercado, são 17 encontros.
 
O que importa mesmo é do BC americano. Na quarta-feira, o Fed anuncia se irá acelerar a retirada de estímulos à economia americana, como amplamente esperado por investidores. Eles também acreditam que o BC dos EUA começará a subir juros, hoje perto de zero, a partir de maio. Isso é muito mais cedo do que vinha sendo sinalizado.
 
Mas não chega a ser uma surpresa, já que Jerome Powell, o presidente do Fed, reconheceu publicamente que não dá mais para chamar a inflação de transitória. Pudera, o IPCA deles acumula alta de 6,8%, a maior em mais de 30 anos. Daí que é preciso aspirar dinheiro da economia para evitar que os preços continuem subindo.
 
A consequência imediata seria uma fuga do dinheiro investido em ações e outras coisas arriscadas rumo à renda fixa. Só que investidores não estão com pressa. Passado o susto com a Ômicron, as bolsas retomaram a trajetória de alta e o S&P 500 já voltou a fazer algo bastante comum em 2021: bater recordes. Na sexta, ele fechou na máxima histórica, e hoje os contratos futuros começaram o dia em alta, em uma sinalização de que podemos ter mais um recorde hoje. Nada como um otimismo de final de ano para impulsionar os mercados. Boa semana.
 
 
• Futuros S&P 500: 0,28%
• Futuros Nasdaq: 0,37%
• Futuros Dow: 0,19%
 *às 8h06
 
 
Índice europeu (EuroStoxx 50): 0,79%
• Bolsa de Londres (FTSE 100): 0,00%
• Bolsa de Frankfurt (Dax): 0,95%
• Bolsa de Paris (CAC): 0,30%
*às 8h06
 
 
• Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): 0,57%
• Bolsa de Tóquio (Nikkei): 0,71%
• Hong Kong (Hang Seng): -0,17%
 
 
• Brent: 0,17%, a US$ 75,28*
• Minério de ferro: 5,71%, a US$ 114,20, no porto de Qingdao na China
*às 8h04
 
 
Dia de agenda esvaziada.
 
 
Mania de ETFs
Pela primeira vez, investidores estacionaram US$ 1 trilhão em ETFs em um único ano. A marca foi batida em novembro, segundo dados da Morningstar compilados pelo The Wall Street Journal. O montante superou os US$ 735,7 bilhões de 2020. No mundo inteiro, o total investido nesses fundos alcançou US$ 9,5 tri, mais que o dobro do valor de 2018. E faz sentido, já que eles são mais baratos que fundos ativos, controlados por um gestor. E até o Brasil entrou nessa. O total investido em ETFs na B3 saltou 45% de 2020 para cá. Só que ainda se trata de um mercado minúsculo: R$ 55 bilhões (ou US$ 9,8 bi).
 
Pirataria virtual
Na semana passada, o artista Mason Rothschild lançou os NTFs chamados MetaBirkins e negociados por 200 ethereum - aproximadamente US$ 790 mil. Eles são baseados na conhecida bolsa Birkin, da marca francesa Hermès. Segundo ele, desde então, versões adulteradas do seu NTF têm sido vendidas por falsificadores na internet. O lance é que agora o feitiço virou contra o feiticeiro e a Hermès está acusando Rothschild de imitar suas criações, violando a marca registrada da empresa. O argumento é que "a MetaBirkins está tirando fluxo de receita da Hermès se a grife quiser comercializar suas bolsas como NFTs".
 
 
Talentos em fuga
Nunca houve tanta gente morando fora – e nunca o desejo de sair do país foi tão alto. Sem perspectivas de melhora nessas estatísticas, o Brasil acaba perdendo talentos importantes. Na edição deste mês da Você S/A, mostramos como isso pode ser devastador para a economia. Leia aqui.
 
 
O que pode dar errado
Prever o futuro é certeza de fracasso. Mesmo assim, continuamos a tentar todos os anos. Nesta lista, a Bloomberg prevê o que pode dar errado em 2022. A lista inclui desde um novo aumento de casos de Covid até uma eventual crise política na Europa e em países como o Brasil, que viverá um ano eleitoral. A maior ameaça, porém, está ligada à inflação e às consequências do aumento de juros para contê-la. O texto enfatiza que a tendência é de turbulência nas bolsas e valorização do dólar ante as demais moedas. O real não deve escapar. Aqui.
 
 
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