Bom dia!
Os mercados financeiros globais continuam contaminados pela escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã, que impulsiona o petróleo, aumenta o receio com a inflação, os juros da dívida pública nos países ricos e derruba as bolsas globais.
O efeito negativo dos novos bombardeios anulou, inclusive, a intervenção do Tesouro americano no mercado de títulos públicos, que tentava forçar a queda de juros. Os títulos de 30 anos voltaram a ser negociados com remuneração de 5,29% ao ano, acima do patamar em que estavam quando o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou que dobraria a recompra de títulos.
Não à toa, os efeitos da escassez de petróleo continuam a ser sentidos pelo mundo. Os EUA são apenas o lugar mais visível, já que essa é uma guerra iniciada pelos americanos e que pesa sobre a popularidade do governo Trump. O preço do diesel atingiu o maior patamar desde abril nos por lá, de acordo com uma reportagem da Bloomberg.
Nisso, o Livro Bege do Fed, que mostra as perspectivas para a economia americana, chega quase desatualizado nesta quarta-feira, mas ainda deve ser importante para ajustar as apostas de elevação de juros nos EUA, agora esperada para setembro. A agenda econômica do dia é completada pela divulgação do relatório ADP de abertura de vagas no mercado privado.
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, acompanha o pessimismo do exterior, enquanto investidores têm uma agenda político-econômica pesada. No Congresso, o Senado dá o próximo passo na tramitação da PEC do fim da escala 6x1 no Brasil, num momento em que Brasília pega fogo. De um lado, está a revelação, por parte da Polícia Federal, de uma suposta proximidade entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, com a publicação de mensagens do banqueiro ao ministro do STF. De outro, o questionamento da legitimidade do ministro Alexandre Mendonça nos procedimentos ligados à investigação.
Correndo por fora está a iniciativa da oposição, no Senado, de pedir o impeachment de Moraes, com poucas chances de sucesso, e a revelação de novos pagamentos do Banco Master ao filme sobre Jair Bolsonaro. Bons negócios.
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