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O Ibovespa opera em queda de 0,22% no meio do dia desta segunda-feira, aos 166.569 pontos, ainda pressionado após nove sessões consecutivas de baixa. Investidores acompanham a saída de capital estrangeiro e os desdobramentos da recuperação judicial da Casas Bahia, que adicionam pressão às ações do varejo. O Boletim Focus divulgado nesta manhã não trouxe mudanças nas principais projeções para inflação, crescimento, juros e câmbio. O petróleo Brent sobe 0,68%, para 84,96 dólares por barril, e o dólar é negociado a 5,19 reais.
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CASAS BAHIA EM RECUPERAÇÃO
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A Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial após encerrar o primeiro semestre de 2026 com prejuízo acumulado de 11 bilhões de reais. O pedido foi aprovado pelo conselho de administração e protocolado na Justiça de São Paulo. Segundo a companhia, a crise de liquidez foi agravada pelos juros elevados, pela restrição de crédito e pela pressão sobre o consumo das famílias. A varejista, que já havia passado por uma recuperação extrajudicial em 2024, pretende manter suas operações normalmente enquanto renegocia e alonga suas dívidas. O processo também inclui nove subsidiárias do grupo.
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BRADESCO É MAIOR CREDOR DA CASAS BAHIA
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O Bradesco é o grupo financeiro com a maior exposição na recuperação judicial da Casas Bahia. Somados os créditos do banco e do Banco Digio, controlado pela instituição, são 4,78 bilhões de reais a receber da varejista, o equivalente a cerca de 36% dos 13,3 bilhões de reais em créditos financeiros relacionados no processo. O Banco do Brasil aparece em seguida, com 2,99 bilhões de reais. Juntos, Bradesco, Digio e Banco do Brasil concentram 7,77 bilhões de reais, ou 58,4% da dívida financeira listada. Ao todo, a recuperação judicial da Casas Bahia envolve 17,3 bilhões de reais em dívidas, e a renegociação com bancos e fundos deverá ocupar papel central na reestruturação do grupo.
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INADIMPLÊNCIA DE EMPRESAS BATE RECORDE
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O número de empresas inadimplentes no Brasil chegou ao recorde de 9,1 milhões em junho, segundo levantamento da Serasa Experian. Juntas, elas acumulavam 232,9 bilhões de reais em dívidas vencidas e não pagas, também o maior valor da série histórica, iniciada em 2016. Em apenas um mês, cerca de 100.000 empresas entraram para a lista de inadimplentes e o montante em atraso cresceu 3 bilhões de reais. As micro e pequenas empresas representam cerca de 95% dos CNPJs negativados, com 8,7 milhões de negócios nessa situação. O setor de serviços concentra 55,7% dos inadimplentes, seguido pelo comércio, com 32,2%. Cada empresa negativada tinha, em média, 7,3 contas vencidas e devia 25.509 reais.
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