Bom dia!
Os futuros das bolsas americanas começam a semana em queda, com investidores tendo dificuldades de avaliar o futuro. Pesam, sobretudo, a intervenção do Tesouro americano para baixar na marra os juros de longo prazo da dívida pública, e a expectativa do anúncio de uma guerra econômica dos EUA contra o Irã.
No somatório, investidores parecem buscar proteger seus investimentos. Na semana passada, o ouro e a prata voltaram a subir, com estimativas que apontam para um ganho de US$ 5 trilhões em valor de mercado. Em um mês, o ouro avança mais de 15%, enquanto a prata ganha 17%.
O petróleo continua a ser um fator de preocupação, mas começa a semana em queda, ao redor de US$ 92 por barril.
Ainda assim, a segunda-feira está longe de ser um bom termômetro para a semana, que tem agenda cheia no noticiário internacional. Na quarta, a Nvidia, a maior beneficiária da euforia com inteligência artificial, divulga seus resultados financeiros. A semana termina com o encontro de Jackson Hole, o principal evento do Fed, em que Kevin Warsh precisará convencer investidores de sua independência, após a decisão controversa de Scott Bessent à frente do Tesouro.
Para contrabalançar a incerteza, uma definição em relação aos EUA ocorreu. O Canadá anunciou reciprocidade às tarifas americanas, após o fracasso nas negociações, fato que também azeda os ânimos de investidores dos EUA. É um dos poucos países que decidiu enfrentar Trump. O Brasil, após ameaçar com retaliação, voltou a abrir a porta para negociações.
Por aqui, a agenda econômica é fraca, com destaque para o Boletim Focus e a participação de Gabriel Galípolo, presidente do BC, em evento do setor bancário. Bons negócios.
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