Bom dia!
A sexta-feira só começa de verdade às 11h da manhã, quando o presidente do Fed, Kevin Warsh, falará pela primeira vez no simpósio de Jackson Hole, o Lollapalooza dos bancos centrais. O evento é conhecido por ser o espaço em que o chefe de turno do BC americano comunica ao mercado financeiro a sua percepção sobre o futuro da economia americana e do mundo. Na prática, funciona como um grande farol para o futuro da política monetária dos EUA.
A grande pergunta desta sexta-feira é se Warsh está disposto a seguir a liturgia do cargo e cumprir com essa expectativa. Há uma parcela de investidores e especialistas que tem dúvidas. E não faltam motivos, já que Warsh enxugou o comunicado do Fed após a divulgação da decisão de política monetária e ainda concedeu uma entrevista à imprensa considerada confusa.
Some-se a isso a expectativa de que ele comente a decisão do Tesouro americano de interferir no mercado de títulos para tentar forçar uma queda nas taxas de juros de longo prazo. Os juros menores dificultariam o Federal Reserve em conduzir a inflação para a meta de 2% – está em 3,7% ao ano.
À espera da fala de Warsh, os futuros das bolsas americanas operam sem direção única, com o índice Nasdaq corrigindo um pouco da alta da véspera, embalada pela Nvidia.
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, recua no pré-mercado, indicando uma realização de lucros após a recuperação recente. A agenda doméstica é relevante. Destaque para o IGP-M, que funciona como um indicador de inflação antecedente ao IPCA, os dados do Caged, após a Pnad mostrar um novo tombo no desemprego no país e ocupação recorde, e ainda as estatísticas de crédito do Banco Central em meio a discussões sobre o endividamento da população. Bons negócios.
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