Bom dia!
A nova crise da Casas Bahia está longe de ser uma surpresa para investidores. A companhia protocolou, na noite de domingo, um pedido de recuperação judicial, isso após ter anunciado um prejuízo de R$ 10 bilhões apenas no segundo trimestre. A empresa já havia passado por uma recuperação extrajudicial em 2024.
Nisso, as ações viraram “penny stocks”. Na sexta-feira, o papel fechou negociado a 66 centavos. É uma queda de 79% no ano e de 99,73% em uma janela de cinco anos. E esse intervalo nem reflete o auge da ação. A Casas Bahia chegou a ser negociada a mais de R$ 400 por ação em agosto de 2020, no pico da pandemia, quando os juros caíam para as mínimas históricas e o mercado financeiro vendia uma transformação completa na forma como as pessoas consomem. Naquela época, influencers de investimentos incentivaram investidores individuais a comprar ações da varejista.
Ainda que, de fato, muita coisa tenha mudado desde então, o acesso a crédito barato continua sendo o principal motor do consumo. E é inegável que a Selic a 14% ao ano seja um freio para as empresas de varejo, ao lado do endividamento das famílias.
Enquanto isso, o EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, começa o pregão em alta, tentando acompanhar o viés positivo das bolsas americanas. Acontece que o EWZ tem falhado em ditar a tendência para o Ibovespa, que acumula nove pregões consecutivos de baixa.
Nesta segunda, a agenda é fraca. Investidores aguardam o Boletim Focus, com a atualização das expectativas para os principais indicadores da economia, e o IBC-BR, que mede a atividade econômica. No exterior, a expectativa também gira ao redor de dados de varejo, já que o Walmart publica seus resultados financeiros na quinta-feira. Bons negócios.
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