Bom dia!
Os mercados financeiros globais têm guiado suas decisões com base no futuro da política monetária americana. E, com as apostas indicando mais duas quedas nas taxas de juros, investidores globais vinham apostando firme em ativos de risco.
Exemplo claro disso é a chegada do Ibovespa aos 146 mil pontos e o fato de o índice estar navegando em suas máximas históricas, fenômeno também visto nos EUA. Um efeito colateral é que investidores ficam muito mais sensíveis a "surpresas". E é aí que entra o apagão da máquina pública americana.
Os Estados Unidos entram outubro em shutdown, por falta de acordo na aprovação do Orçamento. Isso significa que serviços não essenciais deixam de ser prestados à população. Nisso, estão estatísticas públicas de inflação em emprego, dados cruciais para o Fed em sua tomada de decisão sobre o futuro das taxas de juros.
Não só isso, o apagão deixa milhares de servidores públicos em licença não remunerada. O presidente Donald Trump também ameaçou com demissões em massa caso o shutdown ocorresse.
Acontece que o mercado de trabalho americano já vem enfraquecido. E, apesar do PIB sólido no segundo trimestre, economistas ainda tentam avaliar a saúde da economia americana – e o quão compatível o desempenho é com a euforia de Wall Street.
O shutdown de 2013, por exemplo, durou 16 dias. E dados chegaram a ser atrasados em dois meses.
Neste contexto, os futuros das bolsas americanas amanhecem em queda em Nova York, com investidores tentando processar o impacto do apagão. O EWZ, fundo que representa as empresas brasileiras em Nova York, segue na mesma toada, enquanto a Europa avança. Bons negócios.
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