Olá, investidor. As principais Bolsas internacionais operavam sem rumo único na manhã nesta quarta-feira (15), dia de decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), sob expectativa de aceleração do processo de retirada de estímulos na economia, para combater a inflação. Na Ásia, as preocupações sobre a disseminação da variante ômicron do coronavírus pesaram nos índices chineses após estudo indicar que a vacina Coronavac não induz proteção suficiente contra a nova cepa do vírus. Com isso, uma rodada de indicadores de atividade da China acabou ficando em segundo plano. Os números referentes a novembro vieram mistos, com forte crescimento da indústria e desaceleração das vendas no varejo. No entanto, merece destaque o salto acima do esperado da produção industrial, num sinal positivo sobre as cadeias globais de suprimentos. De todo modo, o preço do minério de ferro caiu 0,8% no porto de Qingdao, cotado a US$ 111 por tonelada. Quanto à reunião do Fed, que se encerra nesta tarde, a inflação ao produtor dos Estados Unidos em novembro acima do esperado fortaleceu a aposta de uma guinada mais agressiva rumo ao fim dos estímulos. Atentos ao que virá do comunicado do encontro e da entrevista do presidente do Fed, Jerome Powell, investidores estarão de olho em sinais de eventual subida do juro básico americano antes do esperado a partir de 2022. A cautela sobre a política monetária se estenderá até quinta-feira (16), quando haverá decisões dos bancos centrais do Reino Unido e da Europa. Apesar da escalada da inflação, os BCs globais têm pela frente um cenário de avanço rápido da ômicron, com revisões para baixo na demanda por combustíveis. E por aqui, o que esperar? O mercado brasileiro tende a acompanhar o desempenho das praças financeiras no exterior, monitorando os próximos passos do Fed. A diminuição da injeção de dinheiro nos mercados por parte do BC dos EUA significa fluxo menor em direção a ativos de risco, como ações. Investidores estão de olho também no IBC-Br para outubro, o índice de atividade do Banco Central, que refletiu o fraco desempenho da economia. Isso foi confirmado na queda do dado de serviços em outubro frente ao mês anterior, consolidando a piora da atividade econômica. Esse cenário tende a aliviar as pressões inflacionárias e facilitar o trabalho do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que está subindo os juros, em tom duro contra a inflação, reforçado na ata da última reunião. Isso, aliás, ajudou a reduzir os prêmios de risco dos juros futuros no mercado. No 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Economia+): novidades da São Martinho e do setor elétrico. Abraços, Felipe Bevilacqua Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. 
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