Olá, investidor. Os principais mercados internacionais recuavam na manhã desta sexta-feira (10) diante de indicadores econômicos abaixo do esperado na Europa e de incertezas em relação à variante ômicron do coronavírus. Houve queda inesperada da produção industrial do Reino Unido e forte aceleração da inflação alemã, que chegou ao maior nível desde 1992. Agora há grande expectativa pelos números da inflação ao consumidor nos Estados Unidos em novembro. Se confirmadas as projeções de maior alta anual em 40 anos, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pode antecipar o aumento dos juros naquele país. É um cenário internacional complexo. Por um lado, o salto da inflação tende a pavimentar o caminho mais agressivo do Fed contra a inflação, retirando estímulos e elevando juros. Na outra ponta, o aumento do número de casos de ômicron pode levar à retomada das restrições de circulação em vários países, empurrando a atividade econômica para baixo. E por aqui, o que esperar? A inflação também é destaque por aqui. Os agentes de mercado assimilam o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), atentos ao esforço do Banco Central em ancorar as expectativas para o nível geral de preços. Mesmo com o tom mais duro do Comitê de Política Monetária (Copom) contra a inflação - indicando nova alta da Selic de 1,5 ponto - projeções apontam para inflação ainda acima do centro da meta de 3,5% ao fim de 2022. Além disso, as estimativas de juro básico brasileiro beirando os 12% ao fim do ciclo de aperto monetário amplia o risco de recessão maior, o que pode pressionar os ativos de empresas mais ligadas à atividade doméstica. Na quinta-feira (9), o Ibovespa cedeu à realização de lucros após cinco pregões seguidos de ganhos. O principal índice da B3 fechou em baixa de 1,67%, aos 106.291 pontos. Cresce a percepção de que uma taxa Selic mais elevada tende a atrair investimentos de ativos de risco para a renda fixa. No 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL): a estreia do Nubank em Nova York e novo episódio da fusão Localiza-Unidas. Abraços, Felipe Bevilacqua Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. 
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