Olá, investidor. As principais Bolsas internacionais recuavam na manhã desta terça-feira (14), em compasso de espera por decisões importantes dos bancos centrais globais ao longo dos próximos dias. Em paralelo, a confirmação de casos da variante ômicron do coronavírus na China pesou na queda dos índices asiáticos. O Fed (Federal Reserve, o banco central americano) atualiza a política monetária dos Estados Unidos na quarta-feira (15), sob expectativas de aceleração da retirada de estímulos injetados na economia. Atualmente, o programa de compra de ativos do Fed totaliza US$ 90 bilhões por mês e, nos últimos dois meses, a banco já reduziu esse montante em US$ 15 bilhões. A partir de quarta-feira, a diminuição poderá ser ampliada. Isso significa menos dinheiro fluindo nos mercados em direção a ativos de risco, como ações de mercados emergentes, caso do Brasil. A cartada do Fed tem como objetivo evitar crescentes pressões inflacionárias naquele país em meio ao cenário de aquecimento generalizado da atividade. Por lá, a inflação ao consumidor atingiu em novembro o maior nível anual desde 1982. E os investidores agora ficarão ligados aos números da inflação ao produtor que serão conhecidos nesta sessão. Além do Fed, os bancos centrais do Japão, do Reino Unido e da Europa também se reúnem nos próximos dias, sob o panorama complexo de conter pressões inflacionárias em meio aos riscos da nova cepa sobre a atividade. E por aqui, o que esperar? No Brasil, investidores digerem a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, quando o colegiado elevou a taxa Selic em 1,5 ponto percentual e já antecipou um novo aumento na mesma magnitude, em tom mais duro contra a inflação. O documento mostra que o comitê projeta taxa Selic a 11,75% ao fim do ciclo de alta, recuando para 11,25% no fim de 2022. Quanto à inflação, o colegiado prevê que deva chegar a 10,2% em 2021, recuando a 4,7% em 2022. A interpretação dos agentes sobre o recado do Copom ganhou ainda mais relevância nos últimos dias depois que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de novembro veio abaixo das expectativas de mercado, e o relatório Focus mostrou leitura melhor para a inflação. E dado o cenário fraco de atividade econômica, convém não exagerar na dose dos juros, sob o risco de o remédio matar o paciente. Neste contexto, atenção para a pesquisa mensal de serviços de outubro, divulgada pelo IBGE. No front político, destaque para a votação do complemento da PEC dos Precatórios, em mais um capítulo desta saga em Brasília. A Câmara vai apreciar as alterações feitas pelo Senado, e a expectativa é que as mudanças sejam aprovadas e promulgadas. No 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Economia+): novidades de fusões e aquisições da Suzano e da Simpar. Abraços, Felipe Bevilacqua Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. 
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