Olá, investidor. Os mercados globais começavam a semana em terreno positivo na manhã desta segunda-feira (13), estendendo os ganhos da semana passada. Investidores encaram, na quarta-feira (15), a reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) que atualiza a política monetária dos Estados Unidos. Por ora, a inflação ao consumidor no maior nível anual desde 1982 não abalou os ganhos em Nova York, mas pode influenciar em possível decisão do BC dos EUA de reduzir de forma mais acelerada o plano de compras de ativos - que serve para estimular os mercados e a economia. Os números da economia americana, incluindo os dados do mercado de trabalho, mostram uma situação de aquecimento generalizado. Há, entretanto, a leitura de que o avanço dos preços pode estar perto de um pico e que tende a cair, conforme se restabelecem os problemas de restrições em cadeias de suprimentos ao longo do primeiro trimestre de 2022. Em paralelo, as preocupações com os impactos da variante ômicron do coronavírus na economia permanecem no radar. O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Jonhson, fez um alerta para o risco de um "maremoto" de casos em decorrência da disseminação da nova cepa. E por aqui, o que esperar? Por aqui, a política monetária também é destaque na semana, com a publicação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Na ocasião, o colegiado elevou a taxa Selic em 1,5 ponto percentual e já antecipou um novo aumento na mesma magnitude, em tom mais duro contra a inflação. Paralelamente, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de novembro, divulgado ao fim da semana passada, revelou um número abaixo das expectativas de mercado. Isso derrubou os juros futuros, com o mercado praticamente zerando as apostas de alta de 1,75 ponto da Selic em fevereiro. A informação animou investidores em Bolsa, receosos sobre a dose de aperto monetário do BC em meio à fraqueza da atividade econômica e ao risco de migração de dinheiro para a renda fixa. O Ibovespa, principal índice de ações da B3, fechou a semana passada com alta de 2,56%, aos 107.758 pontos. No âmbito político, às vésperas de recesso, o mercado monitora o noticiário acerca da votação das mudanças da PEC dos Precatórios na Câmara. Além de estar atento também às movimentações da corrida eleitoral que devem, em breve, começar a influenciar diretamente os mercados. No 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL): novidades da empresa de logística Santos Brasil e da companhia de alimentos Camil. Abraços, Felipe Bevilacqua Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. 
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário