Olá, investidor. Os principais mercados internacionais continuavam subindo na manhã desta quinta-feira (16), com as Bolsas de Valores assimilando menores incertezas sobre a política monetária americana, quem sabe podendo encaminhar o famoso rali de Natal (valorização) nesta reta final de 2021. Em tão aguardada reunião na quarta-feira (15), o BC dos Estados Unidos confirmou a postura mais agressiva contra a inflação, descartando o discurso de transitoriedade do salto no nível geral de preços, praticamente em linha com o esperado pelo mercado. Assim, dobrou o ritmo de redução de estímulos na economia, podendo encerrar as compras de ativos ao fim do terceiro trimestre de 2022. Além disso, sinalizou três altas nos juros no ano que vem. A interpretação é que a taxa básica de juros dos EUA não deve subir antes do fim dos estímulos em março. Além disso, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, admitiu que pode atrasar esse processo de retirada ("tapering"), caso a economia se enfraqueça. Vale mencionar também que, do ponto de vista de atividade, o Fed reconheceu a evolução do mercado de trabalho e classificou a nova variante ômicron do coronavírus como apenas risco. Será interessante observar a visão dos demais bancos centrais globais a respeito da nova cepa. Nesta quinta-feira é a vez do Banco Central Europeu dominar as atenções dos investidores, sob expectativa de confirmar o encerramento do programa de compras de ativos, lançado após o início da pandemia. O objetivo é combater a inflação, que sobe, assim como os novos casos de ômicron. Decisões do Banco da Inglaterra e do Banco do Japão também estão no radar. E por aqui, o que esperar? No Brasil, o mercado monitora o Relatório Trimestral de Inflação, com os cenários de inflação e PIB do Banco Central. Na véspera, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou queda em outubro, a terceira seguida, em linha com o enfraquecimento de setores de atividade. Foi mais uma confirmação do cenário desafiador para o crescimento econômico após o PIB do terceiro trimestre configurar uma recessão técnica para a economia brasileira. Esse cenário tende a aliviar as pressões inflacionárias enquanto o Banco Central prossegue no ciclo de aperto monetário, em tom duro contra a inflação. No front político, destaque para a aprovação da fatia que faltava da PEC dos Precatórios pela Câmara - uma pauta que, embora não seja o melhor dos mundos, aliviou receios entre investidores a respeito do ambiente fiscal. Resta ver se o Orçamento de 2022 será votado ainda na semana que vem. No 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Economia+): perspectivas para o setor de varejo de vestuário e novidades da união entre Localiza e Unidas. Abraços, Felipe Bevilacqua Analista de Investimentos de Levante CNPI - Analista certificado pela Apimec Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. 
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