Aposte nesse chá para aliviar o refluxo  | Prof.ª Lara Gabriela Cerqueira, Nutricionista especializada em fitoterapia | Olá, tudo bem? Lara Gabriela Cerqueira falando. Nossa conversa de hoje será sobre refluxo e trago dicas práticas para quem sofre com o problema. Vou te contar mais sobre um chá que pode te livrar do omeprazol — e dos perigos que esse medicamento traz. Escolhi esse tema para a coluna de hoje porque o refluxo é um problema de saúde muito comum. Ele pode ter inúmeras causas, como os alimentos que você come e o estresse, e a melhor forma de eliminar o problema de uma vez é atuar sobre a origem do refluxo. Mas eu sei que esse processo envolve mudar todo o seu comportamento e adotar um estilo de vida mais favorável ao seu estômago — e não quero te ver sofrendo nesse meio tempo.
Quais as origens do refluxo? Tudo começa pelo estômago. Depois que um alimento passa pelo esôfago e chega ao estômago, uma válvula muscular chamada esfíncter esofágico inferior se fecha. Isso evita que a comida ou o ácido do estômago subam para o esôfago. Porém, se o esfíncter relaxa na hora errada, esse ácido do estômago sobe e isso provoca a queimação e o incômodo do refluxo. Esse ácido, que você também conhece como ácido clorídrico, é importante para digerir os alimentos e garantir a absorção de seus nutrientes. Sem ele, o alimento estaciona — e fermenta — no seu estômago, o que causa gases, inchaços e as queimações. É aí que começam os desconfortos e você apela para um remedinho da família dos "prazois" — o omeprazol é o mais famoso deles. Esses medicamentos atuam no estômago para inibir exatamente a liberação em excesso do ácido clorídrico, mas não atuam na causa do refluxo. O problema é que, quando consumidos frequentemente e a longo prazo, esses "prazois" trazem efeitos negativos, especialmente sobre a digestão e a absorção de nutrientes. | | Você é Diabético ou pré-Diabético, mas quer se tornar EX-DIABÉTICO? | | Médico-cirurgião e nutrólogo com 44 anos de prática, o Dr. Naif Thadeu revela o Plano capaz de combater e até reverter o Diabetes tipo 2 em cerca de 30 dias… … sem remédios e injeções, sem dietas restritivas e com resultados já nos primeiros 3 dias. Clique aqui para saber mais. | | | O uso contínuo desses medicamentos pode causar diminuição da absorção de cálcio, magnésio e vitamina B12. E a ausência dessas três substâncias pode levar à redução da densidade óssea, osteoporose, doenças cardiovasculares e até problemas cognitivos como o Alzheimer. Se você faz parte desse grupo que consome os "prazois" de modo constante, sugiro que procure orientação médica para substituir esse uso regular pelo chá que vou te apresentar agora. O chá que humilha o omeprazol Enquanto você promove pequenas alterações na sua rotina para eliminar o refluxo, sugiro que você aposte no chá de espinheira-santa (Maytenus ilicifolia). A espinheira-santa é uma erva típica da América do Sul e fácil de ser encontrada em lojas de produtos naturais. Ela reduz a inflamação do trato digestivo e tem ação antiúlcera.  Espinheira-santa ( Maytenus ilicifolia) - Imagem de Rosarinagazo A ciência moderna já comprova a sabedoria popular em torno desse chá: um estudo publicado no Journal of Ethnopharmacology confirmou a ação da espinheira-santa contra a dor e também seu efeito anti-inflamatório. O chá da Maytenus ilicifolia (não se esqueça de procurar por esse nome científico quando for comprar!) pode trazer alívio imediato da sensação de refluxo e também ajuda a tratar gastrite. Para fazer o chá, acrescente 1 colher de sobremesa de folhas secas (2g) na água fervente e faça a decocção por cinco minutos. Se você já conferiu o meu Tutorial do Chá Perfeito , já sabe que a decocção é quando deixamos a erva ferver junto com a água por algum tempo e talvez esteja se perguntando: mas, Lara, para folhas a melhor técnica não seria a infusão? Nesse caso, como a folha da espinheira-santa é bem rígida, a decocção rápida funciona melhor que a infusão para extrair os compostos fitoquímicos (que são os responsáveis pelo efeito medicinal). Esses cinco minutos de decocção são suficientes para extrair os taninos que protegem o trato digestivo. Depois que desligar o fogo, deixe o chá descansar (ou seja, em infusão) por mais cinco minutos. Então é só beber! A dose diária que eu recomendo é de 1 a 3 xícaras (de 150 ml cada) por dia — tome antes das principais refeições. Além disso, todo chá deve ser consumido com uma distância de 1h30 a 2h em relação a qualquer medicamento sintético. Aqui deixo um alerta importante : gestantes e lactantes não podem consumir esse chá, pois ele pode prejudicar a gravidez e reduzir a produção de leite. O consumo do chá também não pode ultrapassar o período de 28 dias seguidos. Isso porque nosso corpo tende a se adaptar às ervas e elas podem perder sua ação terapêutica — bem diferente dos motivos pelos quais você deve evitar o uso prolongado dos "prazois". Por isso, o ideal é fazer um rodízio. Então, tome o chá de espinheira-santa por até 28 dias, depois troque para outro chá para o refluxo. Aí se quiser pode voltar para o primeiro chá, recomeçando o rodízio. Outra dica para quem tem refluxo é evitar o uso de plantas que relaxam a musculatura da região divisória entre os compartimentos do nosso trato digestivo. Uma delas é a hortelã. Na edição deste mês da série Plantas & Bem-estar, eu apresentei aos assinantes mais informações sobre o chá de espinheira-santa e também um segundo chá para usar nesse rodízio de ervas contra refluxo. Para saber como fazer parte do Plantas & Bem-estar, clique aqui. Espero que o chá de hoje te ajude a comer com mais tranquilidade! | | Contra 12 doenças... este ÚNICO (e poderoso) "remédio" | | Já está no ar a Semana Especial Cura pelos Alimentos - clique aqui para ver. E logo no Episódio #1, o Nutricionista Gabriel de Carvalho revela como prevenir, combater e até REVERTER 12 doenças - de dores crônicas e refluxo a câncer e demência - usando 1 único e poderosíssimo "remédio". Clique aqui para assistir ao vídeo enquanto ainda está no ar. | | | Referências bibliográficas: - JORGE, R. M. et al.. Evaluation of antinociceptive, anti-inflammatory and antiulcerogenic activities of Maytenus ilicifolia. Journal of Ethnopharmacology, Volume 94, Edição 1, 2004, Pages 93-100, ISSN 0378-8741.
- MORSCHEL, Carine F. et al.. The relationship between proton pump inhibitors and renal disease. Braz. J. Nephrol. (J. Bras. Nefrol.) 2018;40(3):301-306.
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