Esta newsletter traz um resumo gratuito de conteúdo do UOL. Assinantes têm acesso à versão integral, com mais orientações. Aplicações mais conservadoras de renda fixa, com pouco risco, como Tesouro Selic, fundos DI e CDBs de liquidez diária, podem voltar a dar um ganho nominal (sem descontar a inflação) de 1% ao mês em 2022 -o que não acontece desde fevereiro de 2017, dizem analistas. Mas eles também afirmam que essa onda não veio para ficar e que essas aplicações devem perder fôlego a partir de 2023. Veja abaixo por que a renda fixa pode voltar a entregar 1% mensal de rendimento no ano que vem, por que não vai durar e qual a orientação para o aplicador nesse cenário. Inflação em alta atrai juros elevadosA inflação global contaminou a economia brasileira, onde a inflação pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) voltou a beirar os 11% neste ano. Para tentar desacelerar o avanço dos preços, o Banco Central, órgão do governo responsável por proteger o poder de compra da moeda do país, começou a usar a arma que tem: subir juros. A taxa básica, a famosa Selic, saiu de 2%, no começo do ano, para os atuais 9,25%, a mais elevada desde junho de 2017. Segundo as projeções feitas por mais de cem instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Banco Central por meio da pesquisa semanal Boletim Focus, a Selic vai subir ainda mais, até 11,25%. Juros elevados puxam CDI e aplicaçõesQuando a Selic sobe, leva junto com ela o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que por sua vez é o índice de referência de vários investimentos como CDB, LCI e LCA, por exemplo, que usam percentuais do CDI para determinar seu rendimento. Poupança barrada na festaA poupança não vai acompanhar essa festa no ano que vem. Veja aqui por quê? Juros em alta e inflação desacelerandoProfissionais de mercado afirmam que 2022 vai ser melhor para as aplicações de renda fixa porque os juros vão continuar subindo, enquanto a inflação deve começar a desacelerar a partir do segundo semestre. Assim, a Selic acima dos 11% vai entregar ao aplicador um ganho mensal bem perto de 1%. Esse é o rendimento nominal, ou seja, sem descontar a parte que a inflação corrói. Neste 2021, por exemplo, a inflação comeu o ganho da maioria das aplicações de renda fixa mais conservadoras, aquelas com liquidez ou curto prazo. Maré pode mudar Profissionais de mercado destacam entretanto que essa maré favorável para o aplicador de renda fixa conservadora e de baixo risco não vai durar para sempre. À medida que a inflação começar a perder aceleração, e o Banco Central avaliar que o pior momento de descontrole de preços passou, a Selic começará a recuar. Veja aqui em detalhes o que fazer com a renda fixa na sua carteira de investimentos ano que vem, segundo orientações de profissionais de mercado ouvidos pelo UOL. Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br. Ela pode ser respondida no programa quinzenal Papo com Especialista, para assinantes do UOL. Assista ao vivo, quinzenalmente, às quintas-feiras, às 15h, ou reveja os programas transmitidos.

|
Nenhum comentário:
Postar um comentário