Bom dia!
Você já viu esse filme: os futuros do petróleo recuam mais de 4% neste começo de segunda-feira, após o presidente americano, Donald Trump, ter comunicado a suspensão de ataques ao Irã, isso enquanto a Opep+ anunciou a expansão da oferta da commodity a partir de setembro. Isso tudo, claro, enquanto os EUA afirmam que há uma negociação em andamento com Teerã e Trump reitera que teria armas o suficiente para destruir o rival.
Para os mercados financeiros vale a notícia mais recente e algum otimismo de que esteja de fato ocorrendo uma negociação que reabra o Estreito de Ormuz.
A melhora nos ânimos ajuda também a controlar a taxa de juros dos títulos públicos americanos. Os rendimentos dispararam na semana passada, após o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, falhar em passar confiança aos investidores de que ele está comprometido com a meta de inflação. O alívio no mercado de títulos pode ser atribuído a uma antecipação no recuo do preço dos combustíveis, caso a baixa do petróleo se sustente, fazendo com que o mercado financeiro precise contar menos com Warsh para controlar a inflação.
O ambiente mais benigno faz os futuros das bolsas americanas abrirem a semana em alta, apesar da agenda fraca nesta segunda. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, também avança no primeiro pregão de agosto, após o bom desempenho de julho.
Por aqui, o destaque é o boletim Focus, isso enquanto investidores se preparam para a decisão do Copom, na quarta-feira, e para os balanços de Itaú, Bradesco e Petrobras. Bons negócios.
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