Bom dia!
Sob o fantasma do choque inflacionário causado pela guerra no Oriente Médio, o IBGE divulga logo mais o IPCA-15. As expectativas do mercado apontam para desaceleração dos preços em maio, para 0,53% ante abril, enquanto a inflação em doze meses deve ter subido para 4,55% – acima do teto da meta, que é de 4,5%.
A cautela com que o mercado brasileiro tem lidado com a inflação contrasta com o excesso de otimismo em Wall Street. Enquanto o Ibovespa anda com o freio de mão puxado, por lá, investidores turbinam as altas das bolsas com base nas apostas em inteligência artificial. A sequência de recordes de S&P 500 e Nasdaq se descola da economia real do país, que registra alta de preços.
O problema ganha importância à medida que os mercados financeiros decretam dia após dia o fim da guerra no Oriente Médio, sem que isso signifique uma retomada consistente do fluxo de mercadorias pelo Estreito de Ormuz. Nesta semana, dois navios-tanque teriam passado pelo Estreito incólumes, uma notícia que fica no campo simbólico. O volume de petróleo escoado é irrelevante frente o consumo mundial. Isso sem falar em outros produtos, como fertilizantes.
O petróleo recua nesta quarta-feira, pelo terceiro pregão seguido abaixo dos US$ 100, apesar da extrema volatilidade causada pela combinação de bombardeiros no Oriente Médio com notícias de avanço nas negociações entre EUA e Irã. Vale dizer que as declarações são majoritariamente americanas.
A agenda econômica é fraca no resto do mundo. Por aqui, além do IPCA-15, há a divulgação do relatório da dívida pública e o andamento da votação do fim da escala 6x1. Há ainda divulgação de pesquisas eleitorais. Bons negócios.
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