Bom dia!
As bolsas globais avançam nesta sexta-feira, em uma aposta arriscada de que haverá um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz. O otimismo ainda precisa passar por um reality check: o fim do conflito, que se iniciou em 28 de fevereiro, foi decretado diversas vezes até aqui, sempre com base em declarações do presidente americano, Donald Trump. No entanto, nenhum acordo foi alcançado e a circulação de navios petroleiros segue interrompida.
As apostas para uma solução foram ligadas à notícia de que uma comitiva americana embarcaria para o Paquistão, para nova rodada de negociações com Teerã. Alguns termos do possível acordo ainda parecem irreconciliáveis: a posse e o enriquecimento de urânio no Irã e a cobrança de pedágio para a passagem de navios por Ormuz. Na dúvida, o petróleo volta a subir neste começo de manhã.
A agenda americana será marcada pela posse do novo presidente do Fed, Kevin Warsh, com a presença de Trump no evento. Warsh sucede Jerome Powell, que sofreu uma perseguição intensa do republicano em meio a pressão para a queda da taxa de juros no país. Com a guerra no Oriente Médio e a disparada no preço dos combustíveis, a percepção do mercado financeiro é que, ao contrário dos anseios do presidente americano, há chances de que o BC de lá precise subir a taxa de juros.
Enquanto isso, investidores vão colhendo notícias do noticiário corporativo. Wall Street segue comemorando a janela de mega IPOs com o anúncio da SpaceX e a expectativa pela abertura de capital das empresas de inteligência artificial OpenAI (dona do ChatGPT) e da Anthropic (dona do Claude).
Para o Brasil, no entanto, o clima é mais contido. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, começou o dia em leve queda. A agenda doméstica é fraca, com destaque para a divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas, que pode envolver congelamento de Orçamento. Bons negócios.
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