Bom dia!
Investidores terão uma agenda cheia de indicadores econômicos, tanto aqui quanto nos EUA, ao mesmo tempo em que vivem sob o receio de que o cessar-fogo no Oriente Médio seja interrompido oficialmente. Por ora, a volta dos ataques dos americanos ao Irã e das agressões de Israel ao Líbano tem sido parcialmente relevada, criando um novo significado para o termo cessar-fogo e suas consequências.
Mas, primeiro, vamos aos dados econômicos. No Brasil, o foco é a divulgação de dados de emprego. Pela manhã, o IBGE publica a Pnad Contínua, que traz a taxa de desemprego, enquanto à tarde saem os dados do Caged. Apesar dos sinais de desaceleração da atividade econômica, os níveis de emprego (formal e informal) seguem historicamente elevados no país. Não à toa, trabalhadores ganharam poder de barganha para a aprovação da mudança de jornada de trabalho no país. Do lado das empresas, a reclamação é que ficará ainda mais difícil suprir a demanda por mão de obra.
Haverá ainda a publicação das estatísticas de crédito de abril, marcando a última divulgação antes do início do Desenrola, programa que tenta reduzir o alto endividamento dos brasileiros. Por fim, o Tesouro divulga o resultado primário.
Nos EUA, a agenda também é intensa. Mas, por lá, o destaque é a inflação. O país publicará o PCE de abril, índice usado pelo Fed para balizar a taxa de juros do país. O alvo é de 2%, mas até março os preços superavam 3,5%. A alta no preço dos combustíveis pode continuar acelerando a taxa.
De qualquer forma, a agenda carregada inevitavelmente disputará atenções com as notícias do campo geopolítico. Os futuros das bolsas americanas recuam nesta quinta, com investidores receosos com a possível reescalada do conflito no Irã, isso enquanto investidores realizam lucros após recordes recentes em Nova York. O petróleo volta a subir, mas se mantém abaixo dos US$ 100. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, também recua. Bons negócios.
Nenhum comentário:
Postar um comentário