Bom dia! A agência de classificação de risco Moody's seguiu os passos de suas concorrentes Fitch e S&P e removeu o triplo A da nota de crédito dos Estados Unidos. Por trás da decisão, anunciada na sexta-feira, está o aumento da dívida pública americana, isso num momento em que o Congresso se prepara para aprovar novos cortes de impostos sem que haja compensação em corte de gastos. As notas das agências de risco indicam a probabilidade de um país não honrar a sua dívida. O que a Moody's afirma é que o risco aumentou, mas ainda é baixíssimo. Ainda assim, a medida traz consequência. Com o maior risco, os juros da dívida pública sobem nesta manhã, com o título de 10 anos sendo negociado a 4,52% e os papéis com vencimento em 30 anos acima de 5%. Isso eleva o custo de financiamento de longo prazo para as empresas, potencialmente diminuindo os investimentos na economia e as perspectivas de crescimento. Como reação ao aumento dos juros, os futuros das bolsas americanas recuam. Trata-se de um movimento semelhante ao visto no começo de abril, logo após Donald Trump anunciar o tarifaço sobre parceiros comerciais. Trump desdenhou da queda das bolsas, mas, segundo analistas, apertou o botão de "pause" na guerra comercial quando os juros futuros dispararam. A decisão da Moody's pesa não apenas sobre os Estados Unidos, mas sobre os mercados financeiros globais. Na Europa, as bolsas também cedem, e o EWZ, fundo que funciona como referência para a bolsa brasileira, também recua no pré-mercado. Bons negócios. |
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