Bom dia!
Os futuros das bolsas americanas ensaiam uma recuperação após o tombo causado pelo derretimento das ações ligadas à inteligência artificial. Na véspera, investidores parecem ter entendido que a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato vinha com uma oposição clara aos custos sociais e ambientais ligados principalmente aos data centers demandados pela tecnologia.
Desde o pico recente, no começo de outubro, o índice Nasdaq recua mais de 10%. Para além da oposição política, o fato é que investidores continuam incertos sobre a capacidade dos desembolsos em IA se converterem em lucros igualmente magnânimos.
Enquanto tentam se recuperar da queda da véspera, investidores esperam ainda a divulgação do payroll, a pesquisa oficial dos dados de emprego nos EUA. A taxa de desemprego americana deve permanecer em 4,2%, enquanto as previsões apontam para uma reaceleração no saldo de contratações para 65 mil vagas, ante as 29 mil registradas em setembro.
A solidez do mercado de trabalho nos EUA é considerada uma métrica importante para que o Fed decida ou não subir os juros na reunião de dezembro, isso enquanto dirigentes do BC americano apontam para os efeitos deletérios da inflação causada pelo choque nos preços do petróleo.
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, tenta acompanhar a recuperação registrada em Wall Street. O dia é de agenda fraca, com destaque para a balança comercial. Os dados econômicos passados têm tido ainda menos peso para a Faria Lima, que segue obcecada por sinalizações do governo Lula de como será a próxima gestão no campo fiscal. Bons negócios.
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